Christina Lemos Jungmann diz que Bolsonaro mandou caça sobrevoar STF

Jungmann diz que Bolsonaro mandou caça sobrevoar STF

Sobrevôo teria estilhaçado paredes de vidro da sede do Tribunal. Ex-ministro da Defesa e Segurança Pública do governo Temer diz que então comandante da Aeronáutica se recusou e foi demitido em seguida

O ex-ministro da Defesa, Raul Jungmann: “as Forças Armadas não estão disponíveis para nenhuma aventura ou golpe”.

O ex-ministro da Defesa, Raul Jungmann: “as Forças Armadas não estão disponíveis para nenhuma aventura ou golpe”.

Fabio Rodrigues Pozzebom/Arquivo/Agência Brasil

O ex-ministro da Defesa e  da Segurança Pública relatou, neste final de semana, uma nova versão para o episódio da demissão dos três comandantes militares, ocorrida março deste ano. Com diálogo direto com a cúpula das três forças, o titular da pasta no governo Temer fez as revelações em entrevista de circulação nacional e as confirmou ao blog esta manhã.

O presidente Bolsonaro teria determinado que jatos Gripen sobrevoassem o edifício do plenário do STF, revestido de vidro. Quando as aeronaves superam a velocidade do som, as vidraças se rompem – incidente já verificado durante parada do Dia da Pátria.

Segundo relato ouvido pelo ex-ministro, Bolsonaro teria chamado o então comandante da Aeronáutica e perguntado se os jatos Gripen estariam “operacionais”. E determinou que ocorresse o sobrevoo. A recusa estaria entre as causas que levaram à troca dos três comandantes. Segundo Jungmann, mesmo com a troca por militares mais alinhados com o Planalto, “as Forças Armadas não estão disponíveis para nenhuma aventura ou golpe”.

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