Na disputa pela presidência do Senado, todos contra Renan

Candidatos de legendas pró-Bolsonaro têm estratégia contra o emedebista. Plano inclui unificar candidaturas na última semana antes da eleição

Senador Renan Calheiros

Senador Renan Calheiros

Marcelo Camargo/Agência Brasil

A pulverização de candidatos na disputa pela presidência do Senado não favorecerá o emedebista Renan Calheiros — é o que prometem os candidatos de partidos pró-Bolsonaro na Casa. Há pelo menos 7 senadores em campanha pela cadeira de Eunício Oliveira e cinco deles acertaram um acordo de cavalheiros: liberdade para buscar votos até a última semana anterior à eleição, quando então haverá uma aglutinação em torno daquele que demonstrar ter melhores condições de vencer Calheiros, hoje considerado favorito e hostil ao novo governo. 

Estão em disputa declarada pelo comando da Casa os senadores Tasso Jereissati (PSDB/CE), Álvaro Dias (Podemos/PR), Espiridião Amin (senador-eleito PP/SC), Major Olímpio (senador-eleiro PSL/ SP), Davi Alcolumbre (DEM/AP), Renan Calheiros (MDB/AL), além de Simone Tebet, também do MDB (MS), que pode lançar candidatura avulsa. A senadora corre por fora na disputa e tenta se viabilizar como “terceira-via”, isto é, nem pró nem contra o Planalto, e sob o argumento de que já é hora de uma mulher presidir a Casa. 

O alto número de concorrentes é novidade no Senado e fez o presidente Eunício Oliveira estabelecer — em questão de ordem feita no finaldo ano passado pelo então senador Ronaldo Caiado (DEM/GO) — que somente se elegerá aquele que obtiver votação superior a 41 votos, entre os 81 senadores. O presidente do Senado é também presidente do Congresso e o terceiro na linha sucessória na Presidência da República.