Christina Lemos Onyx, campeão na dança das cadeiras, vai para quarta troca de cargo

Onyx, campeão na dança das cadeiras, vai para quarta troca de cargo

Ministro do DEM coordenou governo de transição e alterna posições de superpoderoso com homem-reserva. Para abrigá-lo, Bolsonaro pode recriar pasta do Trabalho e Previdência

Onyx Lorenzoni: troca de cargos recorde e sem precedentes. 
 Foto: Fábio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil
 Local: Brasília-DF

Onyx Lorenzoni: troca de cargos recorde e sem precedentes. Foto: Fábio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil Local: Brasília-DF

Fábio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil - 29.03.2021-

Desgastado após episódio de defesa da posição no Ministério da Saúde sobre as negociações de compra para a vacina Covaxin, o ministro Onyx Lorenzoni está a caminho da quarta troca ministerial em menos de 3 anos de governo. O Democrata é aliado de primeira hora de Bolsonaro, opositor ferrenho do PT e desafeto de Rodrigo Maia, seu colega de partido no DEM.

Com as novas mudanças no núcleo palaciano, amadurecidas por Bolsonaro durante a última internação hopsitalar e finalizadas nesta segunda-feira, o democrata deve abrir vaga na Secretaria Geral da Presidência para o general Ramos, e assumir eventualmente o Ministério do Trabalho e Previdência. A recriação da pasta serviria exclusivamente para abrigá-lo e recompensar sua lealdade ao presidente Bolsonaro.

Em 2019, Lorenzoni foi o todo poderoso da transição de governos, tendo coordenado o núcleo que atuou na montagem da equipe ministerial e do time de segundo escalão, inclusive com a demissão em massa dos remanescentes petistas. Cerca de um ano depois, em fevereiro de 2020, foi transferido para o ministério da Cidadania, cargo que depois foi utilizado para contemplar João Roma, do Republicanos, com a aproximação de Bolsonaro às legendas do Centrão.

Em fevereiro deste ano, Onyx voltou ao Planalto, agora para a Secretaria Geral da Presidência, posto que ostenta proximidade com o gabinete presidencial. O desempenho do ministro ao lado do ex-secretário executivo da Saúde, Élcio Franco, em entrevista onde ambos apresentaram documentos confrontados pela fabricante de vacinas Covaxin, pivô da CPI da Pandemia, foi visto como desastroso por setores do Planalto.

Já o general Ramos, segundo colocado na constante troca de cadeiras do governo Bolsonaro, vinha tendo a atuação criticada à frente da Casa Civil, por suposta “falta de estratégia e de trânsito político com o Centrão”. Segundo os novos planos presidenciais a serem confirmados, deixará a Casa Civil e voltará à Secretaria de Governo da Presidência, cargo que já ocupou a partir de junho de 2019.

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