Christina Lemos Pazuello desconhecia acordo e mandou apagar vídeo

Pazuello desconhecia acordo e mandou apagar vídeo

Ex-ministro prepara nota oficial sobre nova denúncia envolvendo suposta compra superfaturada da Coronavac. E sustenta que desconhecia preço, já que acerto era feito por subalternos

Pazuello em reunião para compra da CoronaVAc, em março

Pazuello em reunião para compra da CoronaVAc, em março

Reprodução

O ex-ministro Eduardo Pazuello estuda a possibilidade de divulgar uma nota sobre a compra da CoronaVac, em março deste ano, com valor superfaturado (o triplo do preço, segundo divulgado hoje pela imprensa) e de outro fornecedor que não o Instituto Butantan.

Em sua defesa, segundo auxiliares próximos, Pazuello dirá que, quando gravou o vídeo, não tinha conhecimento de qual era a vacina e nem qual o preço a ser pago. O vídeo foi feito a pedido da equipe de comunicação do Ministério da Saúde.

A auxiliares, o ex-ministro explicou que quando soube qual era a vacina e qual o preço a ser pago, pediu para apagar o vídeo e deu ordem para que não fosse assinado nenhum documento.

De fato, não houve assinatura de carta de intenções ou documento equivalente.

VÍDEO

Pazuello, ainda ministro da Saúde, se reuniu com um grupo de intermediadores para fechar a compra de 30 milhões de doses da vacina chinesa CoronaVac. O encontro ocorreu em 11 de março deste ano, 12 dias antes da exoneração de Pazuello. Assita ao vídeo:

O ex-ministro afirma na gravação a possibilidade de comprar 30 milhões de doses em negociação direta com o governo chinês, "no mais curto prazo possível". Ele aparece acompanhado de quatro pessoas no Ministério da Saúde e cita como John um dos integrantes do grupo.

"Estamos no Ministério da Saúde recebendo comitiva liderada pelo John para tratar da possibilidade de comprar 30 milhões de doses numa compra direta com o governo chinês, que abre a possibilidade de termos mais doses e mais laboratórios", afirmou Pazuello.

"Saímos daqui hoje com o memorando de entendimento assinado e com compromisso do ministério de celebrar no mais curto prazo o contrato para receber essas 30 milhões de doses para atendermos a população e controlar a pandemia que está tão grave no nosso país", disse.

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