Novo Coronavírus

Christina Lemos Prefeitos cobram Bolsonaro compra de todas as doses da CoronaVac

Prefeitos cobram Bolsonaro compra de todas as doses da CoronaVac

Butantan tem contrato para fornecer 46 milhões, mas poderá ampliar a entrega em mais 54 milhões até dezembro de 2021

Ministério poderá adquirir 54 milhões de doses extras

Ministério poderá adquirir 54 milhões de doses extras

Sebastião Moreira/EFE - 21.01.2021

A FNP (Frente Nacional de Prefeitos) subiu o tom e passou a pressionar o governo federal para a compra das 54 milhões de doses da CoronaVac, fabricada pelo Instituto Butantan em parceria com a farmacêutica chinesa Sinovac.

Esse novo volume de imunizantes poderia ficar pronto até o fim de 2021, conforma a capacidade de produção e envase do instituto.

Em carta enviada nesta sexta-feira (29) ao presidente da República, Jair Bolsonaro, e ao ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, o grupo cobra a "máxima urgência" para a confirmação da aquisição dos imunizantes, uma vez que o Butantan sugeriu, nesta semana, que pode vender a carga extra de imunizantes para outros países.

"Não é razoável que o país tenha disponibilidade de vacinas e as destine à exportação, quando a sua própria população ainda está em início de imunização contra covid-19", diz o comunicado. 

Como argumento, os prefeitos citam a "perda de oportunidade" e destacam que "o cenário de hoje é de um enorme déficit de vacinas". Em seguida, dizem que o país não conseguiu chegar "nem perto de 10% de cidadãos vacinados com apenas a primeira dose".

A carta, assinada pelo presidente da FNP, Jonas Donizette, assinala que houve uma reunião de prefeitos com o ministro da Saúde no último dia 14, na qual ficou acordado mais encontros periódicos para delimitar o futuro da vacinação. Porém, desde o dia 21, não houve mais resposta do ministério para os pedidos de agendamento.

A omissão da pasta gerou desconforto entre os prefeitos, que sugerem que "a inércia da União está causando enormes problemas dentro do país e internacionalmente também". Em seguida, o texto sobe o tom: "Prefeitas e prefeitos pedem resposta oficial e rápida sobre essa situação. E caso as doses não sejam de interesse nacional, que sejam liberadas para os Ente subnacionais comprarem diretamente".

Ontem, o presidente do Instituto Butantan, Dimas Covas, recuou sobre a possibilidade de vender as 54 milhões de doses para outros países e assinalou que pode negociar, caso o Ministério da Saúde não compre, com estados e municípios diretamente.

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