CPI da Covid

Christina Lemos Primeira mulher na disputa, Simone Tebet será lançada em dezembro

Primeira mulher na disputa, Simone Tebet será lançada em dezembro

MDB lançará a senadora de Mato Grosso do Sul entre 7 e 8 de dezembro e investe na “ética”. Tebet destacou-se na CPI da Covid

Senadora Simone Tebet

Senadora Simone Tebet

Diego Bresani/Divulgação

O comando do MDB, presidido pelo deputado Baleia Rossi (MDB/SP), está decidido a lançar a senadora Simone Tebet (MDB/MS) à Presidência na primeira semana de dezembro — as datas cogitadas são 7 e 8. Haverá uma reunião da Executiva do MDB, seguida da homologação, provavelmente em Brasília. A parlamentar encarnaria a imagem do “novo MDB” com discurso firme e combativo em favor da ética. E está prestes a se tornar a primeira mulher no campo da terceira via a entrar na corrida presidencial de 2022.

Um vídeo-manifesto da candidatura já está sendo produzido, centrado na imagem da senadora. A cúpula do MDB aposta numa equipe marcadamente feminina, inclusive com uma economista no papel de consultora da candidata. O marqueteiro também já estaria escolhido, mas o nome é guardado em sigilo. A própria senadora evita comentários sobre o tema e só deve se pronunciar publicamente após o anúncio oficial da cúpula. 

No meio político, Tebet é respeitada por representantes de diferentes correntes ideológicas, tem trânsito em vários partidos e disposição para a disputa, como já comprovado em situações em que enfrentou caciques tradicionais, como Renan Calheiros (MDB/AL), em ruidosa disputa pela presidência do Senado, na qual Renan terminou derrotado por Davi Alcolumbre (DEM/AP). Pesquisas qualitativas apontam bom desempenho da senadora inclusive em redutos tradicionais, como o do agronegócio.

Tebet angariou popularidade e reforçou a imagem de independência ao participar da CPI da Covid, com inquirições duras aos depoentes, baseadas na análise de contratos e de mecanismos supostamente fraudulentos nas relações entre empresas, atravessadores e o Ministério da Saúde.

Na presidência da Comissão de Constituição e Justiça, a mais importante do senado, exerceu autoridade com firmeza, cumpriu acordos e saiu bem avaliada pelos seus pares. Articulada, tem posições marcadas sobre economia e gestão pública, inclusive na Saúde. Com perfil de centro-direita, opõe-se com frequência ao presidente Bolsonaro, mas também a caciques tradicionais do próprio MDB.

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