Coronavírus

Christina Lemos Recomendação de isolamento feita pela Anvisa inclui Bolsonaro

Recomendação de isolamento feita pela Anvisa inclui Bolsonaro

Nota técnica da agência “é clara e dirigida a toda a comitiva, incluindo o presidente”, declara ao blog fonte do comando da Anvisa. Casa Civil ainda não se manifestou, mesmo após solicitação formal

Bolsonaro cumprimentou apoiadores após discurso na Assembleia da ONU

Bolsonaro cumprimentou apoiadores após discurso na Assembleia da ONU

Stephen Yang/Reuters - 21.09.2021

A recomendação formal encaminhada na manhã desta quarta-feira (22) pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) à Casa Civil da Presidência, de que a comitiva brasileira que retorna de Nova York cumpra isolamento como forma de prevenir o contato, inclui o presidente Jair Bolsonaro.

“Todos são contactantes e devem cumprir o protocolo sanitário, inclusive o presidente”, declara fonte da cúpula da Anvisa ao blog, em reserva. “A nota é claríssima”, completa.

Procurada, a Casa Civil ainda não respondeu se o presidente está disposto a cumprir a orientação. Bolsonaro desembarcou esta manhã em Brasília e está no Palácio da Alvorada. A primeira-dama, Michele Bolsonaro, também integrou a comitiva e esteve entre os poucos que usaram máscara permanentemente durante eventos públicos.

Perguntada se o descumprimento às determinações de isolamento acarreta implicações, a mesma fonte da Anvisa afirmou: “Sim. Mas vamos aguardar. Esperamos que sejam atendidas as recomendações”.

Nesta madrugada, a Anvisa recomendou o isolamento dos integrantes da comitiva brasileira que acompanhou o presidente Jair Bolsonaro na viagem a Nova York para a Assembleia Geral da ONU (Organização das Nações Unidas). O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, que estava no grupo, teve diagnóstico de covid-19 nos Estados Unidos.

O ofício da Anvisa foi enviado à Casa Civil da Presidência da República. A agência pediu para que os membros da comitiva permaneçam isolados por 14 dias, de conforme preconiza o “Guia de Vigilância Epidemiológica para Covid-19”, publicado pelo Ministério da Saúde.

Bolsonaro já contraiu o coronavírus e teve a covid-19 em julho do ano passado. O chefe do executivo ainda não se vacinou e alega que tomará o imunizante que previne a doença após todos os brasileiros serem imunizados.

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