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Christina Lemos STF: voto de hoje marca fechamento de carreira de Marco Aurélio

STF: voto de hoje marca fechamento de carreira de Marco Aurélio

STF retoma nesta quarta julgamento sobre suspeição de Sérgio Moro na ação contra Lula relativa ao triplex no Guarujá – última questão de forte repercussão a ser votada pelo magistrado, que se aposenta

O decano do STF, Marco Aurélio Mello: decisão às vésperas da aposentadoria

O decano do STF, Marco Aurélio Mello: decisão às vésperas da aposentadoria

Rosinei Coutinho / STF

Com o voto do decano Marco Aurélio Mello e do presidente Luiz Fux, na tarde desta quarta-feira, o STF retoma o julgamento sobre a parcialidade do ex-juiz Sérgio Moro, na ação penal contra o ex-presidente Lula referente ao tríplex do Guarujá. Já há maioria ampla, de 7 votos a 2, a confirmar o entendimento da segunda turma do Tribunal, em favor do Habeas Corpus apresentado pela defesa do petista. A expectativa é de que o voto de Marco Aurélio – que havia pedido vista  - amplie este placar. O magistrado deixa o STF nas próximas semanas, ao completar 75 anos.

Em entrevista recente, Marco Aurélio classificou o julgamento da questão como “momentoso”. Mantendo o estilo ferino que sempre o caracterizou, cobrou a retomada da decisão a tempo de que pudesse participar do julgamento. “Espero não ser frustrado”, declarou, manifestando a expectativa, que se confirmará hoje, de “participar dessa momentosa matéria, já que o juiz Sério Moro foi tido como herói nacional no combate à corrupção”.

As previsões são de que o presidente da Corte, Luiz Fux, considerado um dos principais defensores da Lava Jato no STF, seja contrário ao entendimento majoritário até aqui, negando o Habeas Corpus. Assim, Fux se somaria às posições já firmadas por Edson Fachin e Roberto Barroso.

A provável confirmação na tarde de hoje de que Moro foi parcial ao julgar o ex-presidente Lula no tema terá como principal consequência a anulação das decisões tomadas pelo então juiz nesta ação. A questão tem forte impacto político, porque na prática colabora para liberar o líder petista a disputar as próximas eleições presidenciais.

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