Deputada Shéridan vai ao STF caso Câmara não vote reforma política 

Deputada Shéridan comemorando aprovação do texto-base da PEC da reforma política no dia 5 de setembro

Deputada Shéridan comemorando aprovação do texto-base da PEC da reforma política no dia 5 de setembro

DIDA SAMPAIO/ESTADÃO CONTEÚDO

A deputada Shéridan (PSDB-RR) não esconde a frustração quando o assunto é a reforma política. Aguardando pela apreciação em segundo turno no plenário da PEC 282/2016, de sua relatoria, ela vê que é cada dia maior a possibilidade de ter o seu trabalho desperdiçado.

— O prazo termina na prática amanhã [a PEC tem que ser analisada pelo Senado para valer para as próximas eleições] e se a Câmara não decidir eu vou ao STF para que o Judiciário decida. O que aliás já sinalizou que fará, mas vou também como cidadã.

A reforma política virou um impasse na Câmara dos Deputados porque os deputados querem condicionar os pontos da PEC 77/2003, que cria o distritão e o fundo para bancar as campanhas, à aprovação da PEC 282, que acaba com coligações partidárias nas eleições proporcionais e estabelece uma cláusula de desempenho eleitoral (que restringe o acesso de partidos a recursos públicos).