Dos 15 pré-candidatos à presidência da República, só dois são mulheres 

Manuela D' Ávila e Marina Silva são as únicas mulheres entre 15 précandidatos
Manuela D' Ávila e Marina Silva são as únicas mulheres entre 15 précandidatos Montagem/Estadão Conteúdo

Cada coligação é obrigada a ter ao mínimo 30% de candidatas mulheres, mas isso não vale para a eleição presidencial.

Assim, a futura campanha para a sucessão de Michel Temer é um retrato eloquente do que acontece fora da letra morta da lei. Na vida como ela é, as mulheres continuam relegadas a um espaço secundário.

Dilma Roussef foi a exceção que confirma a regra. Sua vitória deveu-se, sabemos todos, muito mais ao prestígio de um homem (Lula, no caso) do que à sua trajetória política.

Num país marcado por desigualdades, a diferença gigantesca nas oportunides oferecidas para homens e mulheres é apenas mais uma. 

Dos 15 nomes considerados para a disputa, apenas dois são de mulheres.  

Marina Silva (Rede) e Manuela D' Ávila (PCdoB) representam muito mais do que suas candidaturas.    

Os outros 13 possíveis concorrentes são: Lula (PT), Geraldo Alkmin (PSDB), Jair Bolsonaro (PSC), Rodrigo Maia (DEM), Ciro Gomes (PDT), Henrique Meirelles (PSD), Álvaro Dias (PV), Cristovam Buarque (PDT), João Amôedo (NOVO), João Dória Jr. (PSDB), Paulo Rabello de Castro (PSC), Luciano Huck (Sem partido) e Joaquim Barbosa (Sem partido)