Coluna do Fraga Eleitor votará em dois candidatos ao Senado. Voto repetido será anulado

Eleitor votará em dois candidatos ao Senado. Voto repetido será anulado

A cada oito anos, eleitor escolhe dois senadores por Estado, o que pode gerar confusão no eleitorado

Eleitor que votar no mesmo senador duas vezes terá voto anulado

O plenário do Senado Federal, que terá renovação de dois terços

O plenário do Senado Federal, que terá renovação de dois terços

Adriano Machado/Reuters - 20.2.2018

Nas Eleições 2018, além de votar para presidente, cada eleitor irá votar em um deputado federal, um governador, um deputado estadual ou distrital e dois senadores. Sim, dois senadores. Isso ocorre porque o mandato para senador é de oito anos, e como as eleições para o Senado são realizadas a cada quatro, há votações em que a renovação é de um terço do Senado, e é eleito um senador por Estado e quatro anos depois a renovação é de dois terços, como é o caso deste ano. E aí, cada eleitor tem que votar em dois senadores, e serão eleitos dois por Estado. 

Essa peculiaridade gera um pouco de confusão e há eleitores que são surpreendidos já dentro da cabine com a tela de voto para o segundo senador. Se o eleitor não se der conta que tem que votar em um candidato diferente e votar no mesmo duas vezes, o segundo voto para o Senado será anulado, conforme explica o TSE (Tribunal Superior Eleitoral). Ele pode, porém, votar em um candidato e anular o seu segundo voto. Os demais votos, tanto o primeiro voto para senador como para os outros cargos, são todos mantidos. 

Esse esquema de votação já está estabelecido pela legislação desde a promulgação da Constituição de 1946. Há, no Senado, projeto de lei para alterá-lo. O PLS 356, de 2016, propõe mudança na lei eleitoral na eleição para o Senado. O projeto é do senador Deca (PSDB-PB) e relatoria de Antonio Anastasia (PSDB-MG). Pela proposta, mesmo quando houver renovação de dois terços do Senado, o eleitor votará apenas em um candidato. O texto, no entanto, ainda está em análise na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) e caso aprovado só será terá efeito para as eleições de 2026, quando o eleitor novamente votará em dois senadores.