Coluna do Fraga Governo Bolsonaro emplaca aliados no comando do Senado e da Câmara

Governo Bolsonaro emplaca aliados no comando do Senado e da Câmara

Davi Alcolumbre (DEM-AP) e Rodrigo Maia (DEM-RJ) são alinhados ao governo e serão cruciais para a aprovação de reformas

Governo Bolsonaro emplaca aliados no comando do Senado e da Câmara

Governo Bolsonaro emplaca aliados no comando do Congresso

Governo Bolsonaro emplaca aliados no comando do Congresso

Fátima Meira/Futura Press/Folhapress - 16.01.2019

Com a vitória de Davi Alcolumbre (DEM-AP) para o comando do Senado, o governo Bolsonaro iniciará o ano legislativo do primeiro ano de mandato com aliados nas duas casas legislativas. Ontem, o demista Rodrigo Maia (RJ) foi eleito para o seu terceiro mandato como presidente da Câmara dos Deputados. 

Em uma eleição tensa no Senado, que levou duas sessões, o candidato apoiado nos bastidores pelo ministro-chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, "derrotou" o senador Renan Calheiros (MDB-AL). O alagoano retirou a candidatura quando percebeu que perderia a disputa.

Apesar de o presidente Jair Bolsonaro ter dito que não iria interferir nas disputas dos comandos das casas legislativas, no Senado ficou clara a preferência por Davi, mesmo com Renan tentando uma aproximação com a família Bolsonaro. Também ajudou o governo a onda de renovação do Senado, que levou a um movimento anti-Renan.

Na Câmara, Rodrigo Maia não era o candidato dos sonhos de Onyx Lorenzoni, que trabalhou nos bastidores por outros candidatos, mas mostra afinidade com a pauta do governo e teve enorme habilidade de compor com os deputados, tendo apoio de 334 deles. 

O comando das duas casas legislativas é crucial para um governo que tem o enorme desafio de zerar o déficit público do País o que, claro, vai exigir a aprovação na Câmara e no Senado de reformas duras, como a da Previdência e a tributária. A história recente mostra que um presidente da Câmara ou Senado contrário ao governo federal tem potencial de paralisar ou até interromper um governo, vide a atuação de Eduardo Cunha no impeachment de Dilma Rousseff. 

Os desafios do governo agora serão o de manter o bom relacionamento com Rodrigo Maia, talvez com outro interlocutor que não Onyx Lorenzoni, e o de conter a ira de Renan Calheiros no Senado. Extremamente experiente e habilidoso, apesar da derrota, Renan deve manter força no Senado e tem potencial de dar dor de cabeça para o Executivo. 

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