Coluna do Fraga Julgamento de denúncia de Aécio no STF pode ficar para o dia 24 de abril

Julgamento de denúncia de Aécio no STF pode ficar para o dia 24 de abril

Defesa de Andrea Neves pediu que análise da denúncia seja adiada em uma semana

Julgamento de Aécio no STF pode ficar dia 24 de abril

Julgamento de Aécio no STF pode ficar o dia 24 de abril

Julgamento de Aécio no STF pode ficar o dia 24 de abril

Estadão Conteúdo

O julgamento do processo em que o senador Aécio Neves (PSDB-MG) é denunciado por corrupção passiva e osbtrução da Justiça no STF (Supremo Tribunal Federal) pode ficar para o dia 24 de abril. A análise estava marcada para a próxima terça (17), mas nesta quarta (11) a defesa de um dos denunciados pediu adiamento de uma semana.

O pedido não partiu da defesa do senador, mas da irmã dele, Andrea Neves, que também é alvo da investigação. Como o processo é único, a análise ficaria para a outra semana. 

Em entrevista à Coluna, o advogado de Andrea, Marcelo Leonardo, explicou que pediu o adiamento porque terá, no mesmo dia, o julgamento de um réu preso pelo STJ (Supremo Tribunal de Justiça) e não poderia estar em ambos. Ao encaminhar o pedido ele argumentou que o adiamento em uma semana não trará prejuízo ao andamento já que trata-se de um processo 'novíssimo'. 

— Se for definido para o dia 24 o julgamento irá acontecer menos de um ano após os fatos, ocorridos em maio de 2017, o que não causa prejuízo. 

Se a primeira turma do STF aceitar a denúncia, o senador se tornará réu no processo. Se isso ocorrer, ele passa a responder ao processo penal e poderá contestar a acusação com novas provas. Só ao final da ação poderá ser considerado culpado e ser condenado ou inocente e ser absolvido. 

Também são alvos da mesma denúncia, além de Aécio e da irmã, o primo de ambos, Frederico Pacheco, e Mendherson Souza Lima, ex-assessor parlamentar do senador Zezé Perrella (PMDB-MG) flagrado com dinheiro vivo. Todos foram acusados de corrupção passiva. 

Aécio foi acusado pela PGR (Procuradoria Geral da República) em junho do ano passado, de pedir propina de R$ 2 milhões ao empresário Joesley Batista, dono da J&F, e tentar atrapalhar o andamento da Operação Lava Jato. A defesa de Aécio alega que ele foi vítima de armação. 

Cada um dos investigados tem um advogado. A tese que será sustentada por Marcelo Leonardo é que em relação a Andrea não há provas de participação em crimes. 

O pedido de adiamento está nas mãos do ministro Marco Aurélio, que pode definir se aceita ou não a qualquer momento. O ministro pode adiar a análise para outra data, além do dia 24.