Coluna do Fraga Moro fala o que a maioria do povo brasileiro quer ouvir

Moro fala o que a maioria do povo brasileiro quer ouvir

O juiz disse que no sistema carcerário, muitas vezes, existe leniência com quem pratica crimes de "extrema gravidade"

Torquato Jardim e Sergio Moro

Torquato Jardim e Sergio Moro

Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil/08.11.2018

Ao pregar um tratamento duro aos detentos que cometeram crimes mais violentos, Sérgio Moro dá voz e retumbância ao que a imensa maioria do povo brasileiro pensa. 

Durante décadas, principalmente quando Lula e seus cumpliciados ocuparam o Palácio do Planalto, o País enfrentou uma escalada impressionante nos índices de violência, ao mesmo tempo em que criminosos impiedosos recebiam uma consideração camarada da lei. 

Um dos grandes méritos de Jair Bolsonaro foi identificar um divórcio descomunal entre o que Brasília preconizava e o que as ruas, nas grandes cidades e nos rincões mais profundos, reclamava.

De posse da bandeira da segurança pública, o então candidato pavimentou, sem concorrência entre seus pares, a estrada que o levou à vitória na eleição passada. A escolha de Sérgio Moro para comandar o superministério da Justiça e da Segurança Pública foi o desfecho natural do que o brasileiro pensa, na sua enorme maioria, a despeito da visão "progressista" que impera na imprensa e em grande parte do mundo jurídico.

O zelo exagerado de gente, como a deputada petista Maria do Rosário com criminosos, desde muito, é rechaçado pelo brasileiro comum, aquele que sai de casa de manhã, sem saber se volta à noite. Mas era essa concepção de mundo que era imposta pelos nossos governantes.   

As últimas declarações de Sérgio Moro evidenciam que uma nova era está sendo desenhada. E nela não há espaço para paparicos com a bandidagem que cometeu crimes violentos. 

Leia abaixo o que disse o juiz logo após seu encontro com o atual ministro da Justiça, Torquato Jardim:

"Evidentemente, a questão carcerária é um problema e nós estamos refletindo sobre ela da forma mais apropriada. É necessário ampliar vagas, é necessário eventualmente ter um filtro melhor. É inequívoco que existe no sistema carcerário, muitas vezes, um tratamento leniente ao meu ver a crimes praticados com extrema gravidade, casos de homicídio qualificado de pessoas que ficam poucos anos presas em regime fechado. Para esse tipo de crime, tem que haver um endurecimento”.

Enfim, um ministro da Justiça fala o que o povo quer ouvir.

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