No estado mais pobre do País, ministros do TCE ganham acima do teto

Gastos em 4 meses chegam a quase R$ 120 milhões somente com pessoal

Ministros do TRE
Ministros do TRE Divulgação

Enquanto o Governo tenta avançar sobre direitos do trabalhador privado com a reforma da Previdência, o funcionalismo público permanece vivendo num mundo à parte.    

O que acontece no Maranhão, comandado há décadas pela família Sarney, é um bom exemplo.

Estado mais pobre do País, lá 63% da população vive com menos de R$ 255 por mês. Além disso, o Maranhão também se encontra na última posição de diversos rankings quando o assunto é qualidade de vida.

Porém, enquanto a realidade da maioria da população é dura, os ministros do TCE têm vida bem mais tranquila.

O TCE (Tribunal de Contas do Estado) é a instuição pública de controle externo responsável, em cada estado, por fiscalizar a aplicação de recursos públicos e zelar pelo patrimônio do estado.

Seus ministros, então, deveriam ser os principais guardiões dos cofres públicos. Mas não é bem isso que acontece.  A coluna fez um levantamento na folha de pagamentos destes ministros, no último ano, e descobriu que todos, pelo menos em um mês, receberam acima do teto do funcionalismo público, que hoje é de R$ 33.763, salário dos ministros do STF.

Em alguns casos, um ministro do TCE do Maranhão chegou a receber quase o dobro deste teto. O corregedor Raimundo Nonato de Carvalho Lago Junior, que tem como tarefa zelar pela retidão de seus pares, recebeu, em janeiro do ano passado, a quantia liquida de R$ 64.091,40

Ao todo, segundo o último Relatório de Gestão Fiscal, foram gastos no TCE-MA com pessoal, em 4 meses, um total de  R$ 119.376.206,75