Coluna do Fraga Política brasileira não pode ser o balcão de negócios que se transformou, diz pré-candidato à Presidência

Política brasileira não pode ser o balcão de negócios que se transformou, diz pré-candidato à Presidência

Política brasileira não pode ser o balcão de negócios que se transformou, diz pré-candidato à Presidência

Política brasileira não pode ser o balcão de negócios que se transformou, diz pré-candidato à Presidência

Lia de Paula/20.08.2013/Agência Senado

Senador há quase vinte anos pelo Paraná, ex-governador do Estado e ex-deputado, Álvaro Dias (Podemos) mudou de partido neste ano para, pela primeira vez, disputar as eleições presidenciais no Brasil. O parlamentar recebeu a coluna em seu gabinete no Senado e em dois vídeos que totalizam dez minutos falou de algumas de suas ideias para o País.

Sua principal proposta parte de uma mudança profunda, a de reformas estruturantes, a começar por uma reforma de Estado, do sistema federativo, tributária e da Previdência (que pode ser aprovada ainda na gestão Temer). Pela reforma de Estado, a ideia é transformar o Estado em 'exuto e eficaz'. 

Para o senador é fundamental que o País deixe o modelo político de ‘balcão de negócios’ que ficou evidenciado após os escândalos de corrupção revelados nos últimos anos. Com esse novo modelo, o fato de ele ser de um partido pequeno não seria empecilho para conseguir apoio do Congresso para apoiar as reformas estruturantes.

— Propomos um outro modelo, uma alteração do sistema. Esse, hoje, é o sistema do balcão, da promiscuidade, do toma lá, dá cá. O governante se elege e procura cooptar todas as forças partidárias e busca no setor privado o alimento para manutenção do propinoduto então é um sistema corrupto que deu origem ao mensalão, sanguessugas, gafanhotos, outras denominações até chegar ao Petrolão. Esse é o sistema das alianças, da coalização das forças partidárias. Nós estamos na contramão disso. Nossa ideia é inverter esse processo. Ao invés do governante primeiro buscar o apoio do Congresso, comprando voto, ele primeiro deve apresentar as propostas de mudança à sociedade. Com isso, ganha o apoio popular, e com o apoio popular terá o apoio do Congresso. O Congresso não rema contra a opinião pública. Seria um governo em cima de projeto, de ideias, sim, um governo suprapartidário, com equipe técnica, qualificada, com apoio popular.

Apesar dos recentes episódios de polarização na sociedade, com discussões acaloradas para todos os assuntos, o parlamentar acredita que vai haver maturidade da sociedade para discutir os principais temas do País com a proximidade das Eleições.

— Nesse momento há espaço para esquizofrenia e para a irracionalidade. Mas vai chegar a um momento da reflexão, que o eleitor vai refletir sobre o seu futuro. Ele vai pensar: eu tenho uma família, um emprego, uma casa, um patrimônio, eu tenho que me preocupar com o futuro do País. E se preocupar com o futuro é escolher com responsabilidade.

Veja abaixo a primeira parte da entrevista:

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