Coluna do Fraga Possibilidade de novo ataque a Bolsonaro preocupa segurança

Possibilidade de novo ataque a Bolsonaro preocupa segurança

Corpo-a-corpo do presidente eleito com a população é ponto sensível no planejamento da segurança do presidente

Cresce preocupação com segurança de Bolsonaro

Bolsonaro no jogo do Palmeiras neste final de semana

Bolsonaro no jogo do Palmeiras neste final de semana

DANIEL TEIXEIRA/ESTADÃO CONTEÚDO - 2.12.2018

A preocupação com a segurança do presidente eleito Jair Bolsonaro é crescente dentro do governo, e isso fica claro pela fala do general Etchegoyen nesta segunda-feira (3). O ministro do GSI (Gabinete de Segurança Institucional), em processo de transição com o sucessor general Heleno, disse que Bolsonaro tem recibido novas ameaças, e que a segurança dele deve ser reforçada. 

— Temos um presidente que sofreu um atentado e vem sofrendo agressões constantes. Certamente a segurança do presidente eleito, da nova administração, exigirá cuidados mais intensos, mais precisos. 

A questão da segurança também é crucial no planejamento da posse, em 1º de janeiro. Ainda não se sabe, por exemplo, se Bolsonaro irá desfilar no Rolls Royce pela Esplanada. Um carro aberto. 

A dificuldade no caso de Bolsonaro é que ele é um presidente extremamente popular. Ele já foi comparado com um "Lula da Direita", tamanho é o seu carisma e a sua proximidade com a população. E essa proximidade só é possível com o corpo-a-corpo. Ainda candidato, Bolsonaro já havia sido alertado do risco que corria quando era carregado nos ombros em eventos públicos. Foi essa posição vulnerável que permitu que Adélio Bispo de Oliveira desferisse a facada que por pouco não tirou a vida do presidenciável. 

Só depois do atentado, Bolsonaro passou a andar com colete à prova de balas. Mesmo após eleito, ele não deixou de estar perto da população. Sempre que pode para para tomar água de coco em agendas públicas, cumprimenta as pessoas, tira selfies. Em uma dessas ocasiões chegou a levar uma "ovada". A questão agora é qual será o ponto de equilíbrio. Deixar de se aproximar da população pode levar o presidente a ter queda na popularidade, afetando o seu mandato. Mas um novo ataque teria um potencial ainda maior. 

Abaixo alguns vídeos:

Bolsonaro tomando água de coco na serra das Araras (a partir dos 2:27):

Bolsonaro tomando água de coco na praia no Rio:

Bolsonaro tomando ovada durante a campanha:

Bolsonaro no jogo do Palmeiras: