Causa e efeito

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Dia após dia questionamos os nossos resultados e o que levou a chegar neles. Muitas vezes esses resultados não são tão satisfatórios como gostaríamos. Em meio à pandemia, temos aprendido cada vez mais a dar passos que gerem melhores benefícios para a empresa, tentando obter menos prejuízos, com toda a precaução e atenção nos mínimos detalhes. Desenvolvendo silenciosamente a causa e efeito, sim, toda essa estratégia tem um nome e abordaremos aqui para que seu norte seja guiado.

Causa e efeito são praticadas em muitas religiões, seja budista, cristã ou espírita. E em cada análise, busca-se compreender cada implicação para que além de reconhecê-las, corrigi-las e não aplicá-las mais.

O que é a causa? É a origem, o motivo, a razão de algo, de alguma atitude, alguma escolha ou comportamento.

O que é efeito? A consequência, o resultado, o desfecho da causa, que recebeu o motivo e o converteu em um resultante.

O que isso tem a ver com nosso dia a dia nos negócios? Tudo!

Desde crianças aprendemos que se colocarmos a mão no fogo, ela queimará, e esquecemos de aplicar isso no nosso cotidiano. Estamos constantemente colocando a mão em várias ações que reagem bruscamente nos prejudicando, e fechamos os olhos para o que realmente motivou tal “queimadura”. Reclamando aos quatro cantos que nada do que você fez ou faz está bom, que tenta mas nada dá certo. Será mesmo que é uma onda de azar ou são as causas, as atitudes que estão resultando nesses efeitos problemáticos?

Todo o problema, seja ele de natureza técnica ou comportamental, interno ou externo, é fruto de uma ou duas ou várias causas. Pode parecer óbvio e estúpido, mas a grande maioria das pessoas não ordena seu raciocínio e suas decisões para atingir a causa e sim ficam correndo atrás de culpabilizar os efeitos, esquecendo das reais causas que o motivaram.

Veja alguns exemplos que te abrirão os olhos para detalhes importantes:

Mariazinha toma um remédio para baixar a febre, ela está com uma gripe bem forte. A causa é a gripe e o efeito é a febre.

Culpabilizar o gerente, o demitindo porque não atingiu as metas sem o dar a chance de apontar o que a concorrência está fazendo de diferente, e como essas diferenças resultam em melhores resultados, é pular a etapa de raciocinar a causa para compreender o efeito, e assim, mudar a estratégia para que alcance essas metas. Mandar o gerente embora é jogar a responsabilidade de uma má estratégia da sua empresa, em um funcionário.

Quem tem que ter senso é você. Um gerente não passará na frente do dono sabendo que ele já impôs uma técnica, uma causa para gerar tal efeito. É você quem deve guiar ou dar uma oportunidade para expandirem a sua visão. Às vezes ficar observando por fora não te dá uma ampla visão do que realmente fazer diferente, para ter melhores resultados.

A causa é a distância do mercado e o efeito são as vendas baixas.

E então você começa a fazer mudanças aleatórias sem parar para fazer a análise de causa e efeito.

Pronto, começou a avalanche de desespero.

“Ah, mas as vendas não estão boas por causa da campanha da Agência de Marketing que não deu resultado.” Porém, todas as dicas e direcionamentos que a agência te ofereceu para melhorar essa área, você ignora, você que não é formado na área, quer que tudo seja do seu jeito, e então o resultado não vem, você se frustra porque nunca pára para observar. Apenas vai agindo, agindo e agindo, sem perceber que essas ações jogadas ao vento te trarão reações inesperadas e ruins.

Trazendo para o nosso Brasil, todos reclamam da violência, que o problema da violência é que não temos polícia, justiça e presídios suficientes para prender todo mundo. A violência não é a causa, é um dos efeitos.

Tudo isso influencia em uma grande bola de neve de problemas. Então as causas da violência é o efeito da pobreza, que vem da falta de empregos, que vem das empresas que sofrem com a carga tributária e não conseguem manter seus empregados. Um governo ruim é eleito pelo povo que não sabe votar pois não tem o mínimo de educação para saber como fazer essas escolhas, afinal o próprio governo não investe na educação básica e acessível a todos. E isso desde o império, quando se prendia quem não tinha emprego por “vadiagem”. Claro que a maioria eram pobres e sem instrução.

Quando você está avaliando os problemas do seu negócio, procure separar as causas dos efeitos. Da mesma forma que os efeitos são inúmeros eles são conectados com as suas causas.O diferencial é descobrir a causa que fundamenta o efeito e começar a atacá-la.

Como fazer isso?

Conhecendo a verdadeira relação de causa e efeito das variáveis pesquisadas, assim identificando onde e como agir para atingir um efeito desejado. Por exemplo, se desejo que a empresa tenha uma melhor produtividade, então devo investir no líder, para que este tenha conhecimento gerenciais de manter sua equipe motivada e assim produzir mais. Outro exemplo: se desejo que a empresa não tenha desperdícios, devo investir em treinamento.

A primeira coisa é identificar e escrever o problema, definindo de forma simples e prática de ser compreendida. Estudando as causas de acordo com o direcionamento da sua empresa – preços, comunicação, logística, produto, serviços. Dentro de cada causa, é necessário questionar até chegar à origem do problema, traçando os passos que foram dados que causaram cada problema instaurado. Tenha sempre em mente o POR QUE?

Estude, reúna seus líderes, gerentes, diretores e faça uma pesquisa para que a visão esteja sempre ampla, podendo elaborar um plano de ação para corrigir os problemas e melhorar toda a estrutura organizacional da empresa.

Continuar atirando para todo lado e não querer que nada seja atingido, é optar sempre pelo erro. É muito mais produtivo gastar tempo para identificar

as causas do que sair atirando, e só depois ver que não resolveu porque aquele não era o principal problema.

E então? Vai ganhar tempo investigando, e assim sendo certeiro nas causas para alcançar os efeitos desejados? Ou vai continuar puxando seu próprio tapete com os efeitos ruins de atitudes sempre aleatórias?

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