Tio Sam na Amazônia

A região amazônica nunca saiu da agenda do departamento de estado americano

A região amazônica nunca saiu da agenda do departamento de estado americano

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A mídia americana dá grande importância a região amazônica. Inúmeras reportagens, documentários, depoimentos e documentos se referem a região norte do Brasil. Há um debate nas universidades, entre cientistas de renome, retratados pela mídia que mais confundem do que explicam o que é Amazônia. Pulmão do mundo é um dos apelidos conhecidos, reconhecido por uns e rejeitados por outros. Chamar o Amazonas de maior rio de mundo é outra polêmica, uma vez que tal denominação envolve questões geo políticas e nacionalistas. Há outros candidatos ao galardão como o Mississipi e o Nilo. A destruição da floresta, perpetrada desde a época da colonização portuguesa e acelerada nos século seguintes, vai transformar a região em um grande deserto, se não em uma savana, uma vez que a camada de solo é estreita e arenosa. Outra polêmica. O governo brasileiro rebate essas afirmações como pode, mas a falta de estudos científicos mais aprofundados impedem conquistar a boa vontade dos Estados Unidos. E  também da Europa. Uma região destinada à delapidação dos seus recursos de flora e fauna, acusam organizações defensoras do meio ambiente.

O ministro das relações exteriores entra em ação. O governo precisa demonstrar que não descuida desse patrimônio natural do planeta. Segundo ele o melhor seria convidar o candidato às eleições presidenciais para conhecer o Amazonas. Não através das lentes dos jornalistas acusados de defender este ou aquele interesse econômico, como a exportação de madeira e de látex, ou partidários de ideologias que alguns  consideram exóticas. Afinal, o que a região tem a ver com a eleição em terras do Tio Sam? Os nacionalistas de todos os matizes, fardados ou não, defendem que os yankees estão de olho nas fabulosas reservas minerais da região e não na preservação do meio ambiente. Acusam as petroleiras de ter os mapas geológicos que atestam que a região, por ser sedimentar, tem grandes lençóis petrolíferos. Outros atestam a existência de mineiros estratégicos não encontrados em outras partes do planeta. Enfim, ainda muito pouco  se sabe fora do debate político e ideológico. O fato é que a região amazônica nunca saiu da agenda do departamento de estado americano, fosse o presidente um republicano ou um democrata.

O político americano aceitou o convite do chanceler brasileiro. Juntou um grupo de pesquisadores, entre eles o seu filho, e com o apoio de um museu de Nova York, se alistou em uma expedição na região. Ele tinha perdido a eleição para um democrata. Estava frustrado porque os eleitores americanos não permitiram que voltasse, mais uma vez, para Casa Branca. Dois mandatos eram mais do que suficientes, ainda que tivesse no  seu currículo participação  de expedições em selvas, como na África e na América Central. Afinal foi ele que, com malária ou sem ela, completou o canal que liga o Atlântico do Pacífico, o Canal do Panamá. O exército brasileiro entra na parada. O coronel convida o ex-presidente Theodore Rooselvelt para uma excursão no Amazonas de uns mil e quinhentos quilômetros. Derrotado pelo democrata Woodrow Wilson, Teddy aceita até como prêmio de compensação para o  seu espírito  aventureiro. E aventura é o que não falta nessa expedição que tira do americano quase 30 kilos e lhe dá um contaminação de malária para chamar de sua. Por pouco não ficou pelo caminho, e deve isso ao coronel Cândido Rondon, verdadeiro líder da expedição, conhecedor das matas e dos índios daquelas bandas.