Luiz Fara Monteiro ABEAR e entidades discutem a produção de combustível sustentável da aviação na Câmara

ABEAR e entidades discutem a produção de combustível sustentável da aviação na Câmara

A presidente da entidade, Jurema Monteiro, destacou a importância de uma política que possibilite a produção em escala comercial do combustível sustentável da aviação

ABEAR: discussão sobre a produção de combustível sustentável da aviação (SAF) na Câmara

ABEAR: discussão sobre a produção de combustível sustentável da aviação (SAF) na Câmara

ABEAR - Divulgação

A presidente da Associação Brasileira das Empresas Aéreas (ABEAR), Jurema Monteiro, destacou nesta terça-feira (7), em uma audiência pública na Câmara dos Deputados, a importância de uma política que possibilite a produção em escala comercial do combustível sustentável da aviação (SAF) no Brasil. A sessão, requerida pelo deputado Arnaldo Jardim (Cidadania-SP) e presidida pelo deputado Keniston Braga (MDB-PA), foi realizada de forma conjunta pela Comissão Especial de Transição Energética e Produção de Hidrogênio Verde (CEENERGIA) e pela Comissão de Minas e Energia da Casa.

“O setor aéreo tem o compromisso de zerar as emissões de carbono em todo o mundo. Por isso é tão importante a aprovação do PL do Combustível do Futuro na Câmara e Senado, para termos mais segurança jurídica para atrair investimentos que permitam a produção em larga escala do SAF futuramente”, disse a presidente da ABEAR. Ela ressaltou que o setor aéreo brasileiro já adota medidas a curto e médio prazo para a redução das emissões de CO₂, como a renovação da frota e a otimização das rotas aéreas.

O coordenador-geral do Departamento de Outorgas, Patrimônio e Políticas Regulatórias da Secretaria Nacional da Aviação Civil (SAC), Daniel Longo, também destacou a importância da votação do PL Combustível do Futuro na Câmara. “Dada a relevância do assunto, um conjunto de medidas robustas precisam ser tomadas para termos uma produção em larga escala desse combustível sustentável. A iniciativa mais significativa é o PL de Combustível do Futuro. O que consta no projeto é essencial para darmos prosseguimento no avanço não só do tema combustível, mas também da democratização do transporte aéreo, de termos mais pessoas voando no Brasil”, disse.

“Este tema está na agenda da ANAC e é prioritário para nós, para termos o crescimento sustentável do setor. É importante lembrar que o Brasil tem um papel de liderança e vanguarda no tema. Hoje não temos produção em grande escala de SAF no mundo, então todos os países estão neste momento montando suas iniciativas e discutindo as estratégias. Unindo esforços entre os atores do setor e o Executivo, poderemos ser protagonistas nessa produção, dando exemplo a outros mercados”, afirmou a Assessora Internacional e de Meio Ambiente da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), Marcela Anselmi.

“Agradeço a todos os expositores. Foi, de verdade, enriquecedor ouvir os argumentos de vocês. A partir dos depoimentos foi possível entender a importância deste tema. Torço que possamos seguir o mesmo alto nível nas próximas reuniões e audiências”, afirmou o deputado Keniston Braga (MDB-PA) ao fim do encontro.

A audiência contou também com a participação do diretor presidente do Grupo Brasil BioFuels (BBF), Milton Steagall; do presidente da Airbus no Brasil, Gilberto Peralta; da coordenadora da Rede Brasileira de Bioquerosene e Hidrocarbonetos Sustentáveis para Aviação (RBQAV), Amanda Gondim; e da gerente executiva de Distribuição do Instituto Brasileiro de Petróleo e Gás (IBP), Ana Mandeli.

Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

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