Luiz Fara Monteiro Airbus segue a Boeing e suspende apoio logístico à aviação russa

Airbus segue a Boeing e suspende apoio logístico à aviação russa

Fabricante europeia anunciou que não venderá peças às companhias russas nem fará manutenção de suas aeronaves. Decisão afeta quase 100% da frota da Aeroflot

Airbus não dará apoio logístico à aviação russa

Airbus não dará apoio logístico à aviação russa

Airbus

Em mais um duro golpe contra a aviação russa, o consórcio europeu Airbus suspendeu a venda de peças às companhias da Rússia, bem como a manutenção de suas aeronaves.

A decisão da Airbus vem horas depois de a mesma medida ter sido anunciada pela fabricante americana Boeing.

Na noite desta terça-feira (1º), em um pronunciamento, o presidente Joe Biden divulgou sanções à Rússia, incluindo o fechamento do espaço aéreo americano para aviões russos.

As sanções referentes ao espaço aéreo de dezenas de países e a suspensão da manutenção pelas duas maiores fabricantes mundiais praticamente inviabilizam a continuidade de operações da aviação civil russa a médio e longo prazos.

Dois terços da frota da Aeroflot são formados por modelos Airbus. Se juntarmos os jatos de ambas as fabricantes, serão 94,6% da frota comprometida.

A companhia ainda enfrenta problemas legais depois que um A321-200 que ia de Moscou para Verona foi proibido de entrar no espaço aéreo da União Europeia e precisou desviar (alternar) o pouso para Istambul, na Turquia.

Outros incidentes diplomáticos foram protagonizados pela estatal russa: uma aeronave da companhia está retida no aeroporto de Genebra depois que a Suíça acompanhou a decisão da União Europeia de fechar seu espaço aéreo para os russos.

No domingo (27), o governo do Canadá acusou a Aeroflot de invadir seu espaço aéreo por meio de dois voos operados pela companhia: o SU159, que decolou de Miami, e o SU111, que saiu de Cancún rumo a Moscou.

Até esta segunda-feira (1º), a Rússia tinha respondido às ações com a proibição de que companhias de 36 países sobrevoassem seu território.

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