Luiz Fara Monteiro Pilotos não vacinados causam prejuízo milionário, diz United Airlines

Pilotos não vacinados causam prejuízo milionário, diz United Airlines

Ameaçados de demissão, pilotos contra a vacina vão à justiça. Remanejamento na escala custa US$ 1,4 milhão a cada 15 dias. 

A pandemia da Covid-19 trouxe prejuízo bilionário às companhias. E o que se apresentou como solução para o enfrentamento da crise sanitária também é motivo de perdas às aéras. 

Um grupo de pilotos da United Airlines entrou na justiça pelo direito a não imunização contra o vírus. 

As alegações vão desde motivos religiosos a questões médicas, que segundo eles, os impedem de se vacinar contra a Covid-19. 

A ação judicial também serve para a manutenção de seus empregos. A United Airlines determinou a demissão aos que não se vacinaram. E não quer nem ouvir falar em licença não remunerada paras esse grupo.   

O caso "Sambrano v. United Airlines" é julgado pelo Tribunal Distrital dos EUA, Distrito Norte do Texas. 

Seja qual for o resultado, a companhia já alega que não escapará do prejuízo, até hoje orçado em US$ 1,4 milhão (R$ 7,8 milhões) por quinzena.

O débito se acumula porque os pilotos vacinados se recusam a voar com os colegas que optaram por não se imunizar. 

 Segundo informou a Bloomberg, a United Airlines disse ao juiz Mark Pittman que a empresa está gastando milhões em licenças pagas para pilotos não vacinados porque seus colegas “se recusam a arriscar sua segurança” voando com eles.

Nomeado pelo ex-presidente Donald Trump, Pittman irá decidir se anula a determinação pela demissão enquanto o caso não for julgado.

Sem uma ordem de restrição em vigor, centenas de trabalhadores podem ser “compelidos a tomar uma vacina em violação de suas crenças religiosas ou restrições médicas” ou enfrentar “ser colocados em licença sem vencimento por tempo indeterminado”, escreveu o juiz.

Os demandantes argumentaram no fim de semana que os pilotos vacinados “não deveriam saber se estão voando com um piloto não vacinado” e que “a United deveria informar seus pilotos - como fazem ao público em geral - que o risco de contrair Covid-19 em um avião da United é quase zero. ”

A United argumenta que a ordem é injustificada porque os pilotos que processaram receberiam "indenização por dinheiro e antiguidade retroativa se, no final das contas, prevalecessem sobre o mérito".

Embora o custo citado no processo seja relativamente pequeno para uma empresa do tamanho da United, a indústria aérea ainda está lutando com as consequências da pandemia de Covid-19 que devastou seus negócios em 2020. A empresa anunciou um prejuízo de mais de US $ 7 bilhões no ano passado, quando o tráfego aéreo quase parou.

United Airlines: Prejuízo de US$ 1,4 milhão com pilotos não vacinados

United Airlines: Prejuízo de US$ 1,4 milhão com pilotos não vacinados

Divulgação

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