O Conservador Tecnológico A desmaterialização do papel moeda e a ascensão dos criptoativos

A desmaterialização do papel moeda e a ascensão dos criptoativos

Já há algum tempo a "desmaterialização de tudo" começou a atingir a forma como nos relacionamos economicamente. As cripto moedas estão aí para mostrar que um novo mundo se abriu. A pergunta é: você estará dentro dele?

Reprodução/Migalhas

Boa semana leitor. Não. Não vou fazer um texto técnico sobre os conceitos do que hoje chamamos de criptomoedas ou criptoativos. É preciso mais que uma coluna para entender e compreender este mercado. Bem mais. Minha intenção hoje é apenas chamar a sua atenção para esta transformação global. 

Há alguns anos, o papel moeda vem se desmaterializando, mudando de forma e de função também. Foi assim com os cartões de crédito, as transações bancárias digitais, o avanço do QRCode e agora com as criptomoedas, sendo a mais conhecida delas, o famoso Bitcoin. Muito simplificadamente, são moedas digitais, que usam tecnologia de descentralização como o blockchain e não emitidas por governos (ainda). De acordo com Fernando Ulrich, autor do livro Bitcoin: A moeda na era digital, “O que o e-mail fez com a informação, o Bitcoin fará com o dinheiro”. Este conceito, segundo a própria comunidade de criptomoedas, vem de 1998, quando Wei Dai sugeriu usar criptografia para emissão e circulação por este (naquele momento) possível novo dinheiro.

Pois é. Estamos em 2021 e ele virou realidade. E cada vez mais avança como reserva de valor, para investimentos e mesmo já começa a ser aceito como pagamentos. As maiores casas financeiras do mundo, como JP Morgan e Goldman Sachs além de players do mercado econômico como VISA e PayPal há poucos anos negavam que as criptomoedas fossem viáveis. Hoje, investem no seu avanço por considerar que isso pode ser irreversível para a economia mundial.

Do avanço dos criptoativos devem surgir novas empresas, novas profissões, novas formas de investimento, novas formas de pagamento de bens e consumo e também novas formas dos governos locais em encarar este tipo de transação, que a bem da verdade, é a forma que mais representa a nova geração alfa (nascidos a partir de 2010) que está vindo por aí. Para uma geração 100% digital, uma moeda que eles entendam. De qualquer forma, hoje são dezenas de criptomoedas em todo o mundo. Pela primeira vez a B3 (a bolsa de valores) autorizou fundos que tenham este ativo como base. Isso por si só já dá uma ideia do seu avanço. O próprio Banco Central brasileiro já tem grupos de estudo tentando compreender este impacto para a economia brasileira e seu sistema regulatório.

Nos próximos 5 anos, mais que uma valorização para quem investe nas "criptos" como reserva de valor, poderemos ver seu avanço para compras do dia a dia e mais, bancos tradicionais lançando as suas próprias moedas ou mesmo adotando um "Real digital". Um desafio sem precedentes para os órgãos reguladores, as criptomoedas e os criptoativos devem ser compreendidos urgentemente. Se você, investidor ou mesmo amante dos temas econômicos ainda não se informou melhor sobre isso, já está atrasado e perdendo ótimas oportunidades de rentabilização e até mesmo de fazer uma ótima reserva de valor para o seu futuro econômico. Existem inclusive categorias como as stable coins, criptos que tem lastro em moedas físicas, como o dólar.

Como tudo na inovação, quem chega antes tem mais chance (não é garantia) de se dar melhor. Não se esqueça disso.

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