Deus está na rede. Você sabia disso?

Nunca houve maior oportunidade para a fé cristã expandir a mensagem de Cristo como agora. O uso correto dos meios digitais fará com que Fé e Tecnologia se unam. E este é um caminho irreversível.

O Jesus Cristo de ontem, de hoje e do amanhã

O Jesus Cristo de ontem, de hoje e do amanhã

Divulgação

Já inicio respondendo a provocação que faço no título. SIM, as religiões sobreviverão ao avanço tecnológico. Mais do que isso. Elas serão parceiras. Mas terão que se adaptar. E muito. Recentemente, escrevi que as duas últimas áreas que a tecnologia estava finalmente entrando com força eram a Política e a Fé. E isso me trouxe uma enxurrada de perguntas de alguns leitores no meu instagram.

Pois bem. Vamos lá. Eu e meu sócio temos acompanhado o movimento de adoção da tecnologia em todo o mundo. E nos chamou a atenção um que crescia acima do esperado, o chamado Faith Tech (A Fé Tecnológica). Cristãos que defendem e usam cada vez mais a tecnologia para espalhar a mensagem de Deus. É certo que por anos a tecnologia foi descrita em diversos meios de fé como algo ruim, diabólico e até mesmo apocalíptico. Esta visão foi dando lugar a estudos mais qualificados e hoje pode-se defender uma outra imagem para a tecnologia e sua relação com as religiões. Vale lembrar, que há décadas missas já eram transmitidas pelo rádio. Na década de 90, a então Igreja Universal do Reino de Deus foi pioneira nas transmissões de cultos pela televisão. Hoje, diversas religiões aproveitam a capacidade de escala e capilaridade das redes sociais e aplicativos para celulares para justamente expandirem os conhecimentos, que vão desde o envio de salmos ou outros textos da bíblia por SMS até a criação de grupos específicos no whatsapp para casais em crise por exemplo. No Brasil, isso acontece sobretudo no meio cristão, que representa mais de 85% da população nacional.

Em resumo, demonizar a tecnologia é algo extremamente infantil e sem base de defesa consistente, sobretudo se quisermos escutar o que pensam as novas gerações sobre religião e atraí-las. Importante explicar ao leitor, sobretudo o que pratica alguma fé, que toda tecnologia pode ser dual, servir ao bem ou ao mal. Quem define isso é o homem, com seu livre arbítrio, lhe dado pelo próprio Deus. Logo, os ataques contra a tecnologia por aqueles que se dizem fiéis à Palavra não faz muito sentido e sempre caminham para um radicalismo inconfundível e questionável, provavelmente fruto da sua insegurança. Vamos lembrar que o retorno de Jesus tem por uma de suas bases que todos saibam da sua mensagem. Afinal, seria injusto alguém ter que aceitar a Jesus sem que soubesse do que se trata. E ELE sabe disso. Por esta lógica, não há melhor forma de escalar a mensagem de Cristo do que utilizar a internet ou as diversas tecnologias existentes. Sei que o tema é polêmico, mas a ideia deste texto é provocá-lo para uma boa reflexão.

Existem os que rebaterão esta afirmação dizendo que é um absurdo, pois "Só a igreja é o corpo de Cristo". Mas porque as igrejas e templos não pode estar em todos os lugares? Simples. Porque fisicamente seria impossível atender quase 8 bilhões de pessoas. Outro motivo é porque alguns países sequer aceitariam a fé cristã em seu solo. Logo, por racionalidade, afirmo categoricamente que a melhor forma de expandir a mensagem de Deus seja pela internet/dados e pergunto: E se o corpo de Cristo, nestes novos tempos, for a própria internet, onde Ele pode estar em todos os lugares, ao mesmo tempo e o tempo todo? E se Ele, em sua infinita sabedoria já previu isso? BLASFÊMIA Guto! Eu respondo que não. E explico. De tempos em tempos temos que nos atualizar. Veja só. Isso acontece nas Encíclicas Papais da Igreja Católica por exemplo (aliás, estamos vendo várias declarações mais "atualizadas" vindas do Papa Francisco). O mesmo acontece no meio evangélico. Há pouco mais de uma década o divórcio sequer era aceito como debate possível como realidade para pastores. Hoje isso não é mais um tabu. 

Se eu mostrei a você, leitor, que a mensagem de Deus já era repassada aos que tem fé, fora de igrejas e templos, pelo rádio, pela televisão, por que raios não poderia ser difundida pelos celulares, serviços de streaming ou qualquer outro meio tecnológico? Ir contra a tecnologia neste debate é o mesmo, acredite, que dizer que a Terra é o centro do sistema solar. Não faz sentido algum. Nos EUA também tem crescido muito um movimento chamado "igreja de garagem". Os jovens tem se reunido nas casas dos amigos, muitas vezes revezando as reuniões, para fazer leituras bíblicas e cânticos. Alguns dirão que isso enfraquece a igreja. Eu digo o contrário. Aqueles que pensam assim talvez não estejam conseguindo acompanhar a velocidade das mudanças ou mesmo, reforço, compreender que fisicamente é impossível para a igreja estar em todos os lugares, para todos. E isso é fundamental para a própria sobrevivência da Fé. Lembro que em Mateus 18:20 temos: "Pois onde dois ou três estiverem reunidos em meu nome, ali estou no meio deles". Não fui eu quem disse. Foi Jesus!

Outro movimento, que cresce sobretudo nos EUA e Canadá é o das "Virtual Churches", igrejas e templos 100% virtuais, que celebram missas e batizados por transmissão online, onde você cria seu próprio avatar e ainda sim pode praticar sua fé. Talvez você pense que é loucura. Talvez você pense que é blasfêmia. Talvez você pense que é o próprio diabo (com D minúsculo mesmo) querendo nos enganar, ou talvez você pare para pensar que a transmissão de valores e mensagem da Santíssima Trindade está sendo atualizada e o potencial de disseminação com a tecnologia é 100 vezes maior do que ontem. O debate da virtualização da fé tem de ser feito. Sempre respeitando os dogmas e valores seculares que trouxeram as religiões até aqui. Sem radicalismos. Com uma Fé Inteligente

O rebanho está virando pixels e algorítmos. A modernização da mensagem da Fé pode ser feita sem abrir mão de sua moral, tão cara a todos da sociedade. Mas é preciso avançar e evoluir. Deus está na rede. 

Uma boa semana a todos.

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