O Progressismo francês e a tolerância com radicais islâmicos no país

A dolorosa lição que nos é imposta pelos recentes ataques terroristas em território francês nos mostra que o modo de vida do Ocidente está sob ataque. Engana-se quem chama isto de Cristofobia. É algo muito maior.

Homenagem ao professor francês Samuel Paty, morto decapitado por um radical islâmico

Homenagem ao professor francês Samuel Paty, morto decapitado por um radical islâmico

Reprodução via Reuters TV

Os recentes ataques em igrejas católicas na França nos últimos dias ligaram o alerta para uma questão que insiste em não nos deixar dormir: o RADICALISMO ISLÂMICO. Equivocadamente, alguns acreditam que seja um ataque apenas aos cristãos e sua fé. E foi este engano que permitiu aos terroristas alcançarem sucesso. O que acontece na França é claramente um ataque ao MODO DE VIDA OCIDENTAL e já está sendo desenhado há muito tempo.

A França sempre foi um país apaixonante. Seja pela sua história ou pelo fascínio que causa em todos os amantes da cultura. O lema Liberdade, Igualdade e Fraternidade, nascidos do desejo de Robespierre nos anos de 1790, sobrevivem com força até hoje. De fato, desde a Revolução Francesa, onde prevalesceu a tese dos Jacobinos, liderados por Robespierre, com as guilhotinas dando fim (literalmente) a qualquer um que se opunha ou questionasse a revolução, a evolução da sociedade francesa buscou no progressismo um caminho de uma nova identidade cultural, tentando romper com qualquer alusão à monarquia e suas práticas. Importante lembrar que à época, os Girondinos (mais moderados) também queriam a revolução, porém, de uma forma onde se preservassem a história e alguns símbolos e história francesas. Estas análises, sobretudo as feitas pelo inglês Edmund Burke, durante o período revolucionário, tem o poder de jogar luz inclusive, no que hoje acontece em território francês.

A França é hoje um dos símbolos do modo de vida e crenças ocidentais. Junto com EUA e Reino Unido, representa (ou tenta) os ideias que citei acima e tem forte inspiração no Iluminismo, na busca por sair da barbárie e rumar para à civilização. O próprio presidente Macron, em comício antes de sua eleição disse, na cidade de Lyon: "Me reconheço como progressista, quero ser um europeu generoso e inovador". Esta generosidade toda parece ter um custo muito alto. Outra prova de que os progressistas estão comandando a França foram os resultados das eleições municipais de junho deste ano de 2020. Das dez maiores cidades do país (Paris, Marseille, Lyon, Toulouse, Nice, Nantes, Strasbourg, Montpellier, Bordeaux e Lille), oito ficaram com alianças de partidos progressistas (social-democratas, verdes, socialistas e comunistas). Apenas duas cidades, Nice (cidade atacada) e Toulouse ficaram com a centro-direita tradicional, do partido “Os Republicanos”, fundado em uma linha liberal-conservadora por Nicolas Sarkozy.

Ok Guto. Mas o que você quer dizer com isso? Simples. Não é difícil, observando os acontecimentos dos últimos anos na França, econômicos e sociais, afirmar que os progressistas (a esquerda francesa) não estão fazendo um bom trabalho. A fraqueza no enfrentamento das questões de imigração e controle de possíveis "lobos solitários" - terroristas que agem sozinhos, ou células terroristas, tem custado caro ao povo francês, que tem pago com o próprio sangue, e tem sido um duro recado ao mundo ocidental.

Veja, obviamente as questões de refugiados e imigração devem ser vistas com carinho e de forma humanitária, em que pese serem muito diferentes uma da outra ok? Inclusive juridicamente. Salvar pessoas sempre será uma prioridade a todos os que são de bem, mas abrir mão de sua cultura e ficar a mercê de loucos seguidores do islã me parece cada vez mais equivocado. Isso significa não receber mais nenhum imigrante? não. De forma alguma. Significa então não acolher refugiados? Obviamente que não. Mas o que está acontecendo na França é claramente um ataque de radicais islâmicos residentes no país, infiltrados há muitos anos. Se você, ocidental, tentar ir ao Irã, Sudão, Somália, Argélia, Líbia, Afeganistão, Paquistão e Iémen por exemplo e tentar manter seu modo de vida ocidental, certamente será perseguido. E sim, se for cristão a história deve piorar muito. Ou seja, você deverá, inevitavelmente, se submeter ao modo de vida daquele país. Não é o caso dos que professam a fé islâmica e emigram para a França. Esta islamização e o pensamento aberto e tacanho demais dos progressistas, faz com que o Estado se submeta a uma parcela menor da população, pelo simples fato de que ela não aceita assumir alguns pontos da cultura do país que a ACOLHEU. Veja o absurdo. É como se você mudasse de colégio e não quisesse entrar na sala de aula na hora marcada porque na sua antiga escola o horário era outro. Ou como se fosse dormir na casa de alguém, um desconhecido que lhe acolheu, tivesse algumas regras a seguir e o quarto de hospedes a sua disposição, mas você decide dormir na cama principal do dono da casa e resolve mudar todas as regras porque é seu desejo e ponto final. Poderia dar mais 300 exemplos pra ilustrar o absurdo do que hoje acontece na França. Aliás, a Alemanhã já ligou o sinal amarelo também.

Claro, vamos deixar explícito aqui que esta não é uma defesa contra os que professam qualquer tipo de religião. Mas não vejo budistas explodindo as pessoas em nome da sua divindade. Nem vejo espíritas ou cristãos em um país islâmico esfaqueando as pessoas em alguma mesquita. Mas sim, deveríamos ter reciprocidade de liberdade, inclusive religiosa, nestes países.

Mas a questão principal e que não é discutida pela maior parte da mídia de forma aberta e sincera, sem mimimi, é que há sim um plano claro de ataque ao mundo ocidental e seu modo de vida. Como a base da construção deste modo de vida é o cristianismo, ele está sendo o primeiro alvo. E a França é o inimigo perfeito para que isso aconteça. Deixou e deixa-se infiltrar. Tem uma liderança fraca e uma mentalidade progressista extremada e perigosa. É o cenário fértil para uma invasão cultural sem resistência alguma. E quem conhece Paris e seus arredores certamente sabe do que estou falando. Hoje perdemos uma brasileira residente na França para os radicais islâmicos. Amanhã perderemos um continente sem que sequer percebamos, uma vez que estaremos apenas discutindo a ajuda humanitária e a questão imigratória e não os deveres e comprometimento com o país acolhedor de quem entra naquele território. Qualquer que seja.

Façam suas reflexões, mas percebam. Esta não é uma questão menor. Alguns a farão parecer assim. Mas não é. Uma coisa é ser acolhedor. Ser humanitário. Outra é ser destruído. Pouco a pouco. De dentro para fora. A islamização da cultura nos países ocidentais é um plano vil e claramente é um mal a ser combatido, pelo seu radicalismo, sua intolerância e por vezes seu viés terrorista. O Cavalo de Tróia já está entre nós. Precisamos destruí-lo na praia e não trazê-lo cada vez mais para dentro de casa. Paz a todos, independentemente da religião professada.

Sextou :-)