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O que é que eu faço Sophia 7 conselhos para perder o medo e diversificar seus investimentos

7 conselhos para perder o medo e diversificar seus investimentos

Quatro especialistas ensinam como sair da poupança e cuidar melhor do seu dinheiro

Diversificar diminui o risco e aumenta a chance de ganhos

Diversificar diminui o risco e aumenta a chance de ganhos

Valeria Aksakova/Freepik

Você faz um sacrifício todo mês e procura economizar parte do que ganha, mas percebe que o rendimento não é lá grandes coisas, porque concentra todo seu dinheiro na poupança. Apesar de insatisfeito com a situação, você fica apavorado só de pensar em fazer qualquer mudança.

Se você se identificou com essa situação mas deseja mudar isso, confira as dicas dos especialistas dos especialistas Alexandre Amorim, gestor de investimentos da ParMais; Érika Andrade, sócia-fundadora da Ébano Investimentos; Rafael Panonko, analista-chefe da Toro Investimentos e Sandra Blanco, estrategista-chefe da Órama Investimentos para começar a diversificar seus investimentos.

1) Aprenda sempre

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O primeiro passo para deixar de ter medo de algo é adquirir conhecimento, pois muitas vezes é o medo do desconhecido que nos impede de diversificar.

Procure se informar mais sobre os investimentos para entender como eles funcionam. Hoje em dia está disponível uma infinidade de mecanismos para se informar sobre finanças, inclusive de graça.

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2) Descubra para onde vai seu dinheiro

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Entender como você ganha e gasta seu dinheiro e quais são os motivos para os quais você deseja investir o dinheiro são passos essenciais. Não dá para fugir disso.

Faça o orçamento doméstico, corte despesas inúteis, veja quanto consegue poupar, determine quais são seus objetivos e sonhos que deseja realizar no curto prazo (até um ano), médio prazo (até cinco anos) e longo prazo (acima de cinco anos).

Esses sonhos podem incluir tudo, de uma pequena viagem de fim de semana à compra da casa própria. Importante é se planejar para realizá-los.

É possível fazer o orçamento doméstico utilizando aplicativos, planilhas de computador e até mesmo anotando as despesas em um caderno.

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3) Determine qual é o prazo que você vai usar esse dinheiro

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Para poder diversificar melhor os investimentos é preciso ter em mente qual é o prazo que você vai precisar do dinheiro. Não é possível colocar dinheiro em ações, por exemplo, se vai precisar dele para comprar um imóvel daí a seis meses, pois não é possível correr riscos com esse dinheiro.

Se a aposentadoria ainda está distante, mais de dez anos à frente, não é preciso deixar o dinheiro parado no mesmo tipo de investimento reservado à reserva de emergência, que prioriza liquidez e não rentabilidade.

"Quem tem a planilha de gastos está um passo à frente de muitos. O ponto é que não adianta apenas ter a visão de gastos, tem que ter as metas individuais, saber quanto quer ter no futuro, e para que objetivo", lembra Érika Andrade.

Quem tem a planilha de gastos está um passo à frente de muitos. O ponto é que não adianta apenas ter a visão de gastos, tem que ter as metas individuais, saber quanto quer ter no futuro, e para que objetivo.

Érika Andrade, sócia-fundadora da Ébano Investimentos

4) Faça sua reserva de emergência

Micheile Henderson /Unsplash

Antes de começar a diversificar, é preciso ter uma reserva de emergência formada. Essa reserva é como um colchão de segurança que vai te proteger de gastar toda sua poupança quando acontecer algum imprevisto (e a única certeza da vida é que imprevistos sempre acontecem).

Enquanto estiver nesta fase você deve se considerar um poupador, e não um investidor, pois estará priorizando apenas guardar o dinheiro em uma aplicação com bastante liquidez e não deve se preocupar com a rentabilidade.

A reserva deve cobrir de seis meses a um ano de todas as despesas.  e estar investida em um investimento com boa liquidez, que permita saque imediato.

Os especialistas Sandra Blanco e Rafael Panonko aconselham deixar o dinheiro desta reserva em CDBs de liquidez imediata, fundos de renda fixa e Tesouro Selic. Alexandre Amorim concorda, e diz que até a poupança pode servir para esse caso, já que o objetivo principal da reserva de emergência não deve ser a rentabilidade, mas a facilidade de sacar o dinheiro em caso de necessidade.

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5) Comece a diversificar os investimentos

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Feita a reserva de emergência, já é possível começar a montar uma carteira de investimentos. O primeiro passo, então, é preciso descobrir seu perfil de investidor. Além disso, Alexandre Amorim relembra que é preciso definir em que você vai usar o dinheiro e quando (reveja os passos 2 e 3, acima)

"É para me aposentar? É para comprar um carro daqui um ano? É para a reserva de emergência? Para cada objetivo vou usar uma série de produtos que existem no mercado, como os títulos do Tesouro Direto, fundos multimercados, fundos de ações,  fundos imobiliários, fundos de renda fixa. Cada um deles irá servir a um propósito diferente", diz.

Os investimentos mais conservadores que podem ser o início a saída da poupança são o Tesouro Selic, os CDBs de liquidez imediata e fundos de renda fixa.  Além deles, existe uma infinidade de outros investimentos em renda fixa e renda variável, que embutem mais ou menos risco.

6) Vá aos poucos

Luxstorm/Pixabay

Um erro muito comum para quem começa a diversificar os investimentos é querer passar do 8 para o 80. Não saia do ultra conservador para o ultra arrojado.

"Finanças, investimentos, planejamento financeiro é um processo de anos. Não é entrar com uma expectativa irreal de mudar de investimento e achar que vai ficar milionário, ter lucro rapidamente. Não é assim", diz Sandra Blanco.

7) Preocupe-se em vencer a inflação

Mohamed Hassan/Pixabay

A maior preocupação de um investidor deverá ser superar a inflação ao longo do tempo, para poder manter seu poder de compra. Uma inflação alta vai corroendo aos poucos o poder de compra e tornando, na prática, as pessoas mais pobres.

É por isso que guardar dinheiro no colchão (ou deixar num cofrinho de moedas, ou deixar em um investimento que esteja pagando menos do que a inflação) não vai fazer sentido para você ao longo do tempo.

Vamos imaginar que alguém juntou várias notas de um real e moedas de um centavo no primeiro dia do Plano Real, sem colocar em nenhuma aplicação financeira. Só guardou o dinheiro dentro de uma caixa e resolveu abrir hoje.

Ao pegar este dinheiro empoeirado, perceberá que as moedas de um centavo já nem existem mais, as notas de um real também já sumiram há bastante tempo e foram substituídas por moedas, e o dinheiro acumulado, apesar de ainda ter algum valor, não possibilitará a compra dos mesmos bens que em julho de 1994.

Essa pessoa guardou dinheiro, mas o valor do dinheiro se perdeu no tempo.

Segundo Sandra Blanco, é muito comum que investidores com situação bastante confortável, quase uma independência financeira, queiram diversificar em vários títulos, fundos, mas sem correr muitos riscos. "A maior preocupação deles é que seus investimentos superem a inflação", diz.

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Se ainda tiver mais dúvidas sobre economia, dinheiro, direitos e tudo mais que mexe com o seu bolso, envie suas perguntas para “O que é que eu faço, Sophia?” pelo e-mail sophiacamargo@r7.com

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