Imposto de Renda 2018
O que é que eu faço Sophia IR 2018: Saiba evitar 13 erros que levam a cair na malha fina

IR 2018: Saiba evitar 13 erros que levam a cair na malha fina

Segundo a Receita, os principais motivos que levam a cair na malha são omissão de rendimentos, divergência de informações e deduções indevidas

747 mil contribuintes caíram na malha fina em 2017

747 mil contribuintes caíram na malha fina em 2017

Arte/R7

Fazer a declaração de Imposto de Renda 2018 requer alguns cuidados para não cair na malha fina e evitar problemas com a Receita Federal.

Assim que as declarações são entregues, começa o processo de cruzamento dos dados que a Receita recebe das mais diversas fontes, seja de empresas, de bancos, do INSS, dos planos de saúde, médicos, laboratórios, imobiliárias, cartórios ou administradoras de cartão de crédito, por exemplo, com aqueles que foram informados pelo contribuinte.

Quando o que é declarado pelo contribuinte não é igual ao que foi declarado pela outra fonte, a declaração cai na malha fina.

"A malha fina se refere ao processo de verificação de inconsistências da declaração do imposto. Se houver uma informação errada, a declaração é separada para uma análise mais apurada. Caso haja um erro, o contribuinte pode ser chamado para fazer o ajuste ou até mesmo pode haver uma investigação com cobrança de multas e impostos atrasados”, explica Richard Domingos, diretor-executivo da Confirp Contabilidade.

No ano passado, 747 mil contribuintes tiveram a declaração presa na malha. Os principais motivos, segundo a Receita Federal, foram a omissão de rendimentos, divergência de informações e deduções indevidas.

VEJA, A SEGUIR, 13 ERROS QUE PODEM TE FAZER CAIR NA MALHA FINA:

1. Lançar valores na ficha de rendimentos tributáveis diferentes daqueles relacionados nos informes de rendimento recebidos das empresas, bancos, etc.

2. Não incluir os rendimentos de dependentes

3. Lançar todos os rendimentos de aposentadoria ou pensão como isentos (esses rendimentos são tributáveis). Apenas os portadores de moléstias graves têm isenção integral de IR sobre esses rendimentos. Os aposentados e pensionistas com mais de 65 anos têm direito a uma parcela isenta de até R$ 24.751,74

4. Lançar despesas médicas diferentes dos recibos (é preciso ter comprovantes de todos os gastos que teve com as despesas médicas, caso a Receita peça comprovação) ou lançar despesas médicas que não podem ser deduzidas, como gastos com remédios

5. Deduzir integralmente despesas médicas que já foram reembolsadas

6. Não informar todos os rendimentos recebidos (às vezes a pessoa lembra de informar apenas o que recebe como assalariado, mas não informa uma outra fonte de renda, como uma palestra, por exemplo)

7. Lançar os mesmos dependentes em várias declarações. Por exemplo: pai e mãe declararem o mesmo filho; vários filhos declararem a mãe ou o pai como dependente. O dependente pode constar em apenas uma declaração

8. Não informar os rendimentos de aluguéis recebidos. Saiba como declarar aluguel

9. Deduzir as contribuições para uma previdência do tipo VGBL na ficha Pagamentos Efetuados. A Receita permite deduzir contribuições feitas a um plano de previdência do tipo PGBL (a dedução é até o limite de 12% dos rendimentos tributáveis). A previdência do tipo VGBL deve ser informada na ficha Bens e Direitos como uma aplicação financeira

10. Não preencher a ficha de ganhos de capital no caso de venda de bens e direitos cujo lucro não tenha sido isento

11. Não preencher a ficha de ganhos de renda variável se o contribuinte operou em Bolsa de valores

12. Deduzir pagamentos feitos como pensão alimentícia sem o amparo de uma decisão judicial, acordo judicial ou acordo lavrado por meio de escritura pública

13. Atualizar valor de bens como casas ou carros. Os bens devem ser declarados pelo seu custo de aquisição. Para alterar esses valores é preciso comprovar benfeitorias como reformas no imóvel ou blindagem do veículo

Se ainda tiver mais dúvidas sobre Imposto de Renda, economia, dinheiro, direitos e tudo mais que mexe com o seu bolso, envie suas perguntas para “O que é que eu faço, Sophia?” pelo e-mail sophiacamargo@r7.com

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