R7 Planalto 62 ex-secretários fazem moção a favor de Alckmin após denúncia

62 ex-secretários fazem moção a favor de Alckmin após denúncia

Lista envolve nomes Bruno Covas, João Doria, ambos do PSDB, mas também de outros partidos, como Rodrigo Garcia (DEM) e Márcio França (PSB)

  • R7 Planalto | Plínio Aguiar, do R7

Na imagem, ex-governador de SP Geraldo Alckmin

Na imagem, ex-governador de SP Geraldo Alckmin

Paulo Whitaker/Reuters - 18.04.2018

62 ex-secretários do ex-governador de São Paulo Geraldo Alckmin (PSDB) divulgaram nesta quarta-feira (29) uma moção de solidariedade ao tucano, denunciado por falsidade ideológica eleitoral, corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

“Nós, que tivemos a honra e o privilégio de trabalhar com o ex-governador Geraldo Alckmin, testemunhando a sua diuturna preocupação com os mais elevados valores éticos, sérios compromissos republicanos e democráticos, manifestamos publicamente a nossa solidariedade a ele neste momento, com a certeza de que no tempo certo a Justiça se pronunciará definitivamente sobre os fatos noticiados recentemente, proclamando o que por todos já é sabido, a improcedência das atribuições que lhe foram dirigidas”, diz a moção.

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A lista envolve nomes como o prefeito da capital paulista, Bruno Covas, e o atual governador João Doria, ambos do PSDB, mas também assinam parlamentares de outros partidos, como o atual vice-governador Rodrigo Garcia (DEM), os candidatos à prefeitura municipal Márcio França (PSB) e Andrea Matarazzo (PSD).

Alckmin foi denunciado, na quinta-feira (23), por falsidade ideológica eleitoral, corrupção passiva e lavagem de dinheiro. A ação foi apresentada pelo Ministério Público de São Paulo no âmbito da chamada Lava Jato Eleitoral, um desdobramento da operação no estado.

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De acordo com a denúncia, Alckmin recebeu R$ 2 milhões em espécie do conglomerado Odebrecht na campanha ao Palácio dos Bandeirantes em 2010 e R$ 9,3 milhões quando disputou a reeleição, em 2014.

Na ocasião, a defesa afirmou, por meio de nota, que "as apressadas conclusões do inquérito são infundadas e não encontram suporte nos fatos." "Responderá aos termos da denúncia, seguro de que não praticou qualquer ilícito, até porque nunca recebeu valores a título de contribuição de campanha eleitoral que não tenham sido devidamente declarados. Nem, tampouco, praticou qualquer ato de corrupção durante mais de 40 anos de vida pública", acrescentou.

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