A economia agora vai, nem que seja na marra, na fé e no otimismo

Tudo indica que o pior já passou e estamos saindo da maior crise econômica da história deste país, mesmo com 12,6 milhões de desempregados

Guerra comercial entre China e EUA pode ser janela de oportunidade para o Brasil

Guerra comercial entre China e EUA pode ser janela de oportunidade para o Brasil

Pixabay

Agora vai? Agora vai. Nem que seja porque chegamos ao fundo do poço da maior crise econômica de nossa história. Só nos resta emergir, mesmo que da forma tímida que se enuncia nos números deste final de 2019.

Tudo indica que o pior já passou. A taxa de desemprego teve uma levíssima redução (de 12,5 para 11,8%). Ainda temos 12,6 milhões de pessoas procurando trabalho no país, mas a força da economia informal (que bateu recorde de crescimento) tem ajudado a colocar alguma comida na mesa de milhões de famílias, embora a partir de relações precarizadas e achatamento salarial.

O tradicional aumento na oferta de vagas temporárias no comércio todo final de ano promete ser o maior da década. Isso certamente vai dar fôlego para entrarmos em 2020 com algum estoque de otimismo.

O ano que vem também promete inflação baixa e uma taxa básica de juros estimada em 4%, no máximo 4,5%, o que será um piso histórico. O crescimento global é visto com ceticismo até pelo FMI – e o motivo para isso, a guerra comercial entre China e EUA, pode vir a ser uma janela de oportunidade para o Brasil e seu agronegócio.

Vamos crescer quase zero em 2019. No entanto, os analistas são unânimes em prever algum solavanco já nos próximos meses. Tomara. Não está fácil para ninguém. Quase todo mundo se esfola para pagar boletos. Mas precisamos de boas notícias. Por mais modestas que sejam, são elas que fazem a economia girar, redondinha. Agora vai.