Aliados de Bolsonaro defendem prorrogação do auxílio de R$ 600

Tema em discussão dentro da ala política do Planalto mira no aumento da popularidade do presidente entre as camadas mais pobres da população

Tema pode criar batalha entre Bolsonaro e Guedes

Tema pode criar batalha entre Bolsonaro e Guedes

Dida Sampaio/Estadão Conteúdo - 1.5.2020

Alguns integrantes do governo do presidente Jair Bolsonaro começaram a defender a prorrogação do auxílio emergencial de R$ 600, inicialmente previsto para durar três meses.

A medida, segundo fontes do Planalto, mira no aumento da popularidade de Bolsonaro entre as camadas mais pobres da população.

Apesar do apoio de aliados mais próximos, a equipe econômica resiste a ideia. Com as contas públicas no vermelho, a avaliação é de que seriam necessários recursos equivalentes a 8% do PIB (Produto Interno Bruto) — soma de todos os bens e serviços produzidos no País — para ampliar a ajuda por mais meses.

Nesta terça-feira (19), o secretário do Tesouro Nacional do Ministério da Economia, Mansueto Almeida, afirmou que o pagamento do auxílio por três meses já custou o equivalente a 2% do PIB e pode onerar as contas do governo caso for prorrogado.

A discussão em torno da ampliação do auxílio emergencial pode ser o novo campo de batalha entre a ala política do governo e o ministro da Economia, Paulo Guedes, que reclama de ter que desarmar uma bomba fiscal por semana.