R7 Planalto Apoio em pesquisa dá gás para Bolsonaro implementar reformas

Apoio em pesquisa dá gás para Bolsonaro implementar reformas

Pesquisa divulgada pela CNI/Ibope revela que apenas 14% da população acredita que o novo presidente fará uma administração ruim ou péssima  

Bolsonaro conta com apoio da população

Bolsonaro conta com apoio da população

Reuters

Todo presidente eleito tem, naturalmente, um período de lua de mel. Se ela será breve ou longa, na Praia Grande ou em Paris, dependerá da balança das trapalhadas e acertos.

Foi assim com FHC, Lula, Dilma e até com Collor.

De qualquer modo, surpreende o apoio maciço da população brasileira às medidas tomadas até agora por Bolsonaro e equipe. De acordo com uma pesquisa da CNI/Ibope realizada em 127 municípios com 2.000 pessoas, apenas 14% delas afirmam que o caminho percorrido foi "errado". Não por coincidência, é o mesmo número dos que esperam uma administração ruim ou péssima a partir do momento que o capitão sentar na cadeira de Michel Temer. 

Três entre quatro brasileiros (75%) endossam o que foi proposto e 11% não sabem ou não responderam.  

É muita coisa, especialmente para alguém que vive sob constante bombardeio de grande parte da imprensa e que escolheu ministros com agendas, para usar um termo da moda, "disruptivas". A gritaria no campo dos costumes é a que alcança o tom mais elevado, ampliada pelo patrulhamento dos juízes do politicamente correto, que, embora democratas essenciais, não toleram o pensamento diverso.

A pesquisa da CNI/Ibope reforça as iniciativas tomadas por Bolsonaro, por mais que elas aumentem o barafusto dos que foram derrotados nas urnas, mas ainda não entenderam bem o que de fato aconteceu. 

O esperneio dessa gente vai continuar, assim como vai continuar a oposição desalmada de muitos políticos que querem ver o circo pegar fogo, para que obtenham alguma vantagem eleitoral. 

Bolsonaro foi eleito, entre várias razões, pelo seu discurso contra o sistema político, mostrando disposição para varrer para as profundezas o famigerado "toma lá, dá cá", que, desde sempre, pautou as negociações (melhor seria negociatas) no Congresso Nacional.

Até onde a vista alcança, parece que tem feito isso. Não se sabe se terá êxito, mas deixar as coisas como estão é frustrar a enorme expectativa criada após a sua vitória.

No dia da diplomação, Jair Bolsonaro foi taxativo: "O poder popular não precisa mais de intermediação. As novas tecnologias permitiram uma relação direta entre o eleitor e seus representantes".

Bolsonaro não esconde que, mesmo no Palácio do Planalto, continuará cultivando o eleitorado pelas redes sociais, sem submeter-se às pressões de deputados e senadores. Conta com isso, para influenciar o Congresso e o Senado na aprovação das reformas fundamentais para deslanchar a economia brasileira.

A pesquisa de hoje é ótima para ele, mas é preciso agir logo, pois, todos sabem, lua de mel nunca dura para sempre.