R7 Planalto Baleia Rossi defende convocação do Congresso em janeiro para vacina

Baleia Rossi defende convocação do Congresso em janeiro para vacina

Deputado do MDB oficializou candidatura à presidência da Câmara nesta quarta (6). Aliança com PT causa insatisfação no bloco

  • R7 Planalto | Plínio Aguiar e Mariana Londres, do R7

Resumindo a Notícia

  • Baleia Rossi fala sobre auxílio, vacina e defesa da democracia
  • Deputado é candidato à presidência da Câmara
  • Nome angariou 11 partidos, da esquerda, centro e direita
  • Disputa irá ocorrer em fevereiro
Baleia Rossi ao lado de líderes partidários

Baleia Rossi ao lado de líderes partidários

Reprodução Câmara dos Deputados / 06.01.2021

O deputado federal Baleia Rossi (MDB-SP) oficializou, nesta quarta-feira (6), sua candidatura à presidência da Câmara dos Deputados. Em evento realizado no Salão Negro ao lado de diversos líderes partidários, o parlamentar discursou em defesa da vacina contra a covid-19, a volta do auxílio emergencial, pauta econômica e defesa da democracia. 

Rossi, que irá enfrentar o deputado federal Arthur Lira (PP-AL), nome apoiado pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido), defendeu uma eventual convocação extraordinária do Congresso Nacional ainda neste mês de janeiro para votar questões relacionadas à vacina contra covid-19, um dos pontos centrais de sua campanha, ao lado da defesa da Câmara livre e independente. 

“Deputados e deputadas, nós temos que nos unir para cobrar a vacina universal, vacina gratuita e para todos. Aliás, por sugestão de vários líderes do nosso bloco, conversei com o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, para que, se necessário for, de maneira inédita, fazer uma convocação junto com o Senado para se precisar votar alguma medida urgente ainda neste mês de janeiro, nós estamos a postos e o presidente já deu ok que está à disposição do Brasil para essa possível votação, sem ônus para a Câmara dos Deputados”, afirmou.

Apesar das dissidências que já são vistas dentros dos partidos que compõe o bloco, Rossi falou de união. O bloco montado pelo presidente Rodrigo Maia (DEM-RJ) para fazer o seu sucessor reúne partidos da oposição, como PT e PDT, e de centro/direita, como o PSL. A reunião de legendas em campos opostos gera insatisfação, especialmente entre deputados que não querem estar aliados ao PT. O candidato minimizou as dissidências. “Esse bloco está junto para defender a democracia, a liberdade, a independência do Parlamento, para defender a nossa Constituição”, afirmou.

A volta do auxílio emergencial é uma defesa dos partidos de oposição e a pauta foi encampada pelo candidato do MDB, apesar dele citar a "responsabilidade fiscal".

“Por isso é tão importante voltarmos a olhar a nossa pauta com responsabilidade fiscal, votando reformas importantes e também, porque não, voltar a debater o auxílio emergencial. A pandemia não acabou. O ano passado parecia que nós íamos virar o ano e a pandemia ia acabar. Essa não é a realidade. E nós temos hoje milhões de brasileiros que vão deixar de receber o auxílio emergencial e vão voltar a ter grandes dificuldades", disse Rossi.

O emedebista lamentou as quase 200 mil mortes por covid-19 no Brasil e afirmou que um dos objetivos da união do bloco é uma vacina gratuita e universal.

Na imagem, deputado Baleia Rossi (MDB-SP)

Na imagem, deputado Baleia Rossi (MDB-SP)

Reprodução Câmara dos Deputados

O postulante, que angariou apoio de 11 partidos (PT, PSL, MDB, PSB, PSDB, DEM, PDT, Cidadania, PV, PCdoB e Rede), disse também que a “beleza da democracia é ter amplo debate e buscar soluções”, uma vez que os “objetivos que nos unem são maiores, são os pilares que alicerçam essa união”.

“E eu tenho certeza que a defesa da nossa Constituição Cidadã, a Constituição de 88, liderada por Ulysses Guimarães e tantos outros, a luta intransigente pela defesa da democracia, das liberdades, das instituições, o respeito à ciência e a busca da vacina para todos é muito maior que qualquer diferença”, acrescentou.

"Temos o dever de fiscalizar, de acompanhar as ações do Executivo. Exatamente por isso, a Câmara não pode ser submissa, porque se for submissa, ela não fiscaliza, ela não acompanha, não participa das questões que são importantes e do debate do nosso país".

O coordenador da campanha, deputado Isnaldo Bulhões (MDB-AL), afirmou ao R7 Planalto que a campanha se inicia ainda nesta quarta e Rossi “começa com agenda intensa presencial e remota”. De acordo com o integrante, o postulante segue em conversa com demais partidos e aposta na união cada vez mais forte do bloco.

O evento reuniu líderes de diversas legendas, como Luciano Bivar (PSL), Alessandro Molon (Rede), Perpétua Almeida (PCdoB) e Aguinaldo Ribeiro (PP). Na cerimônia, um vídeo foi exibido. “O que nos une nesse momento é a defesa intransigente da nossa democracia. Nós vamos trabalhar, a partir de agora, conversando com muita humildade, para mostrar que a Câmara livre, que a Câmara independente, é o melhor para o futuro do nosso país”, afirmou Rossi nas imagens.

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