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R7 Planalto Barroso, do STF, devolve passaporte a condenado no mensalão

Barroso, do STF, devolve passaporte a condenado no mensalão

Henrique Pizzolato, ex-diretor de marketing do Banco do Brasil, estava sem documento desde início de julgamento 

Na imagem, Henrique Pizzolato

Na imagem, Henrique Pizzolato

Reprodução/Rede Record

O ministro Luís Roberto Barroso, do STF (Supremo Tribunal Federal), determinou a devolução do passaporte do ex-diretor de marketing do Banco do Brasil Henrique Pizzolato, condenado escândalo do mensalão do PT.

“Defiro o pedido de devolução do passaporte do apenado e determino a expedição de comunicação ao Departamento de Polícia Federal, informando não mais persisti a medida de impedimento de saída do país em nome de Henrique Pizzolato, que havia sido imposta nos autos da ação penal 470”, afirma Barroso.

O ex-diretor de marketing fugiu do Brasil em 11 de setembro, dois meses antes do STF ordenar sua prisão, por terra por meio da fronteira entre Dionísio Cerqueira, em Santa Catarina, e Bernardo Irigoyen, Argentina. Dali, seguiu para a capital Buenos Aires, de onde partiu para Barcelona, na Espanha, e, por fim, Itália.

No país europeu, se escondeu no apartamento de um sobrinho. A PF acredita que o bancário premeditou a sua fuga, isso porque ele havia falsificado um passaporte com o nome de seu irmão, Celso Pizzolato, morto.

Pizzolato também obteve em 2010 um passaporte italiano com o nome do irmão. Ambos os passaportes foram apreendidos pelo STF no começo do julgamento. Agora, os documentos serão devolvidos para o ex-bancário, hoje com 69 anos.

O ex-bancário foi extraditado pela Itália em outubro de 2015 para cumprir a pena de prisão a que foi condenado na ação penal 470, o mensalão, pelos crimes de peculato, lavagem de dinheiro e corrupção passiva. O ex-diretor de marketing foi condenado a 12 anos e 7 meses de detenção.

O ex-diretor do BB foi colocado em liberdade condicional em dezembro de 2017. Na ocasião, Barroso considerou que Pizzolato já cumpriu mais de 1/3 da pena, apresentou “bom comportamento carcerário” e está apto a se sustentar “mediante trabalho honesto”.

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