Bolsonaro afirma que analisará rompimento do Brasil com a OMS

Manifestação ocorre dias após Donald Trump anunciar o rompimento dos Estados Unidos com a principal organização de saúde do mundo

Na imagem, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido)

Na imagem, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido)

Isac Nóbrega/PR - 05.06.2020

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) afirmou nesta terça-feira (9) que analisará, pós-pandemia do novo coronavírus, possível rompimento do Brasil com a OMS (Organização Mundial de Saúde).

“A OMS é uma organização que está titubeando, parece mais um partido político. Não à toa o presidente (norte) americano deixou de lado, deixou de contribuir. O Brasil vai pensar logo que acaba esse problema da pandemia. A gente vai pensar seriamente se sai ou não, porque não transmite mais confiança para nós”, afirmou Bolsonaro.

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“Muita gente perdeu a vida, não pelo vírus, mas por ter ficado em casa. Muita gente sofreu dor no peito, e não foi ao hospital por causa do vírus, e acabou enfartando e falecendo. Essa entidade (OMS) não agiu, ao meu entender, com a devida responsabilidade que tinha que ter no trato dessa questão”, completou.

Essa não é a primeira vez que o presidente comenta sobre a relação do país com a principal organização de saúde do mundo. Na última sexta-feira (5), Bolsonaro acusou a OMS de atuar de forma política e ameaçou retirar o Brasil da entidade.

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“Adianto aqui: os Estados Unidos saíram da OMS, a gente estuda no futuro ou a OMS trabalha sem o viés ideológico ou a gente vai estar fora também. Não precisamos de gente lá de fora dar palpite na saúde aqui dentro”, disse o presidente na ocasião.

A manifestação de Bolsonaro ocorre dias após Donald Trump ter anunciado o rompimento dos Estados Unidos com a OMS, depois de acusar, sem provas, a organização de atuar em favorecimento da China.