Novo Coronavírus

R7 Planalto Bolsonaro diz que 'ganhou' após suspensão da Coronavac

Bolsonaro diz que 'ganhou' após suspensão da Coronavac

Anvisa interrompeu, na noite desta segunda-feira (9), estudos da vacina produzida por laboratório chinês em parceria com Instituto Butantan, de SP

  • R7 Planalto | Plínio Aguiar, do R7

Na imagem, presidente Jair Bolsonaro

Na imagem, presidente Jair Bolsonaro

Adriano Machado/ REUTERS 14.10.2020

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) afirmou nesta terça-feira (10) que a suspensão dos estudos clínicos da Coronavac, vacina produzida pelo laboratório chinês Sinovac em parceria com o Instituto Butantan, de São Paulo, é “mais uma que Jair Bolsonaro ganha”.

A afirmação foi feita por Bolsonaro numa rede social, em resposta a um usuário que lhe perguntou se a vacina Coronavac seria comprada pelo governo federal. O presidente, contudo, não respondeu à questão.

Leia mais: O que ainda falta saber sobre a vacina da Pfizer contra covid-19

“Morte, invalidez, anomalia. Esta é a vacina que o Doria queria obrigar a todos os paulistanos a tomá-la. O presidente disse que a vacina jamais poderia ser obrigatória. Mais uma que Jair Bolsonaro ganha”, escreveu Bolsonaro.

Os estudos clínicos da Coronavac foram interrompidos pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária). O órgão informou, na noite desta segunda-feira (9), que a ação se dá após a ocorrência de um evento adverso grave, sem explicar, contudo, o que de fato ocorreu.

Veja também: Covid-19: Fabricante da CoronaVac defende segurança da vacina

Comentário de Bolsonaro a usuário sobre Coronavac

Comentário de Bolsonaro a usuário sobre Coronavac

Reprodução

A Anvisa informou, contudo, que são considerados eventos adversos graves: óbito, evento adverso potencialmente fatal, incapacidade/invalidez persistente ou significativa, exige internação hospitalar do paciente ou prolonga a internação, anomalia congênita ou defeito de nascimento, qualquer suspeita de transmissão de agente infeccioso por meio de um dispositivo médico e evento clinicamente significante.

Mais: 'A vacina é segura', diz secretário de saúde após suspensão da Anvisa

Em nota, o Governo de São Paulo afirmou que soube da decisão da Anvisa apenas pela mídia. "O Butantan aguarda informações mais detalhadas do corpo clínico da Agência Nacional de Vigilância Sanitária sobre os reais motivos que determinaram a paralisação, diz o comunicado.

Durante coletiva realizada nesta terça-feira, o presidente do Instituto Butantan, Dima Covas, afirmou que são esperados eventos adversos, mas que a morte não é relacionada ao imunizante. "Um evento adverso grave que não tem a relação com a vacina. Essa informação está disponível a Anvisa desde o dia 6, quando foi notificado um efeito adverso grave. Um participante do estudo clínico teve um efeito adverso grave não relacionado à vacina", disse Covas.

Últimas