R7 Planalto Bolsonaro sanciona alteração na Lei de Diretrizes Orçamentárias

Bolsonaro sanciona alteração na Lei de Diretrizes Orçamentárias

Principal objetivo da mudança é viabilizar as medidas de enfrentamento à covid-19 e às suas consequências econômicas

  • R7 Planalto | Renata Varandas, da Record TV, com Plínio Aguiar, do R7

Na imagem, presidente Jair Bolsonaro

Na imagem, presidente Jair Bolsonaro

Marcos Corrêa/PR - 29.03.2021

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) sancionou, nesta quarta-feira (21), a alteração na LDO (Lei de Diretrizes Orçamentárias) de 2021. 

O principal objetivo da alteração, de acordo com o governo, é viabilizar as medidas de enfrentamento à covid-19 e às suas consequências econômicas, com foco na manutenção do emprego e auxílio às pequenas empresas.

A LDO define as metas e prioridades do governo para o ano seguinte, orienta a elaboração da lei orçamentária anual e fixa limites para os orçamentos dos poderes Legislativo e Judiciário e do Ministério Público. A matéria foi aprovada pelo Congresso Nacional em 16 de dezembro.

Entre as alterações na LDO, estão a permissão para que os gastos excepcionais com serviços de saúde que sejam especificamente voltados para o enfrentamento da covid-19 não sejam computados na meta fiscal.

Igualmente não serão computados na meta as linhas de crédito do Pronampe (Programa Nacional de Apoio às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte) e do Programa Emergencial de Manutenção do Emprego e da Renda.

Além disso, a LDO flexibilizou algumas regras orçamentárias, possibilitando que esses programas sejam reabertos sem a necessidade de se cancelarem outras dotações orçamentárias, desde que as despesas sejam limitadas ao ano de 2021.

O texto autoriza, ainda, que o Executivo faça o bloqueio das dotações orçamentárias de despesas discricionárias (gastos facultativos, que não são legalmente obrigatórios) no montante necessário a se cobrir as despesas obrigatórias (gastos que são obrigatórios por lei). Essa medida permitirá a recomposição das dotações orçamentárias da Previdência Social e de outros gastos obrigatórios que não possuíam cobertura orçamentária suficiente na lei orçamentária, o que auxiliará no aperfeiçoamento do orçamento de 2021.

O único veto feito por Bolsonaro foi a pedido do ministro da Economia, Paulo Guedes, sobre a permissão de assinatura de contratos e a realização de transferências e doações para municípios em situação de inadimplência com a União. "Embora a intenção do legislador seja louvável, a medida enfraqueceria o controle das contas públicas e a fiscalização do correto emprego dos valores transferidos pela União", diz.

Orçamento
Agora, com a sanção da alteração da LDO, abre as portas para a sanção do Orçamento de 2021. Com o acordo entre Congresso Nacional e governo para resolvar o impasse político, o volume de emendas parlamentares deve ficar na casa de R$ 37 bilhões. 

Bolsonaro tem até amanhã (22) para sancionar o texto. A ministra-chefe da Secretaria de Governo, Flávia Arruda (PL-DF), afirmou que o presidente deve vetar R$ 10,5 bilhões em emendas do relator do Orçamento, de um total de R$ 29 bilhões de recursos com esse carimbo. Se isso ocorrer, o volume de emendas parlamentares com pagamento obrigatório ficaria em R$ 36,9 bilhões.

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