Brasil vive epidemia de violência e corrupção

São 60 mil brasileiros assassinados de forma violenta por ano, e já sabemos que é estrutural a relação criminosa entre políticos e grandes empresários

Violência e corrupção são problemas crônicos na sociedade brasileira

Violência e corrupção são problemas crônicos na sociedade brasileira

Divulgação/ Polícia Civil

O título deste artigo reproduz declaração feita nesta quarta-feira (23), no plenário do STF, pelo ministro Luis Roberto Barroso. Difícil discordar. O país realmente enfrenta casos de violência e corrupção em uma escala que podemos considerar fora de controle.

São 60 mil brasileiros assassinados de forma violenta a cada ano. É um número terrível, superior ao de soldados e civis mortos na guerra da Síria. Não bastasse, essa tragédia vem acompanhada de um agravante, igualmente assustador: a população aparenta indiferença com relação a esse morticínio – fora parcela considerável que acredita que se mata é pouco.

O observador comum – mesmo aquele que se animou com a Operação Lava Jato – sabe que o combate à corrupção mal começou, e há sérias dúvidas se há de continuar. Como colegas de Barroso dizem desde a época do Mensalão, a corrupção no Brasil é estrutural.

Ela atinge todas as esferas do poder público e conta com a participação da maioria dos grandes empresários. Isso sem entrar no mérito das pequenas contravenções e grandes deslizes éticos que fazem parte do cotidiano, inclusive de autoproclamadas pessoas de bem.

Epidemias só são debeladas com a ajuda de todos. Mesmo que tivéssemos um Judiciário atuante, o que está longe de acontecer, seria necessário que nossos legisladores criassem leis duras e que nossos políticos tivessem compromisso com a Nação. Para piorar, ainda precisaríamos de um eleitor consciente e um cidadão pacifico. Complicado.