'Brasileiro não pega nada porque já tem anticorpos', diz Bolsonaro

Presidente conversou com jornalistas nesta quinta-feira (26) no Palácio do Alvorada e voltou a criticar a quarentena, medida adotada por todos Estados

Jair Bolsonaro voltou a criticar quarentena imposta por Estados

Jair Bolsonaro voltou a criticar quarentena imposta por Estados

Isac Nóbrega/PR - 24.03.2020

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) afirmou nesta quinta-feira (26) que o “brasileiro não pega nada porque já tem anticorpos para enfrentar a gripe”.

A afirmação foi feita pelo mandatário a jornalistas no Palácio do Alvorada. Bolsonaro, inclusive, convidou os profissionais da imprensa a andarem de metrô com ele.

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Bolsonaro voltou a criticar a quarentena, medida adotada por todos os Estados mais Distrito Federal. “A taxa de violência é proporcional ao desemprego no Brasil. Podemos ter saques”, disse.

O presidente se negou novamente a mostrar o resultado de seu exame para o Covid-19  e questionou ao jornalista “se ele dormia com ele para estar tão preocupado com o assunto”.

Bolsonaro afirmou que agora a nova onda é o desemprego e que o governo deve anunciar nesta sexta-feira o socorro para os trabalhadores informais e setores mais afetados da economia.

"O desemprego está aí. O povo foi enganado. O vírus virá, ninguém discute isso, infelizmente temos que enfrentar. Vamos salvar vidas preparando hospitais. Mas o pânico, a pessoa na sai na rua. A primeira vítima são os que não têm reserva, poupamça. Essa pessoa já está passando fome, por causa da histéria, que foi levada por chefe dos escutivos", disse o presidente.

"Já fiz a minha parte, alertei a nação, duvido quem não esteja preocupado em perder emprego. “Não existe mais diarista, manicure. Barbeiro não atende mais ninguém, Uber não roda.”

O presidente afirmou também estar otimista sobre a utilização do medicamento hidroxicloroquina contra a covid-19 - o primeiro estudo clínico do país a testar o uso do remédio contra o coronavírus, no entanto, terá seus resultados divulgados em dois ou três meses e envolverá 1,3mil pacientes e 70 hospitais. O mandatário estava com duas caixas do medicamento durante a entrevista.

Ele também poupou críticas ao governador de Goiás, Ronaldo Caiado, que anunciou ter rompido com o presidente após pronunciamento da terça-feira. "Gosto muito dele, sou apaiaxonado pelo Caiado e vamos continuar namorando."