R7 Planalto Call centers podem fechar 300 mil vagas sem desoneração na folha

Call centers podem fechar 300 mil vagas sem desoneração na folha

Jair Bolsonaro vetou benefício na MP 936, que permitia reduzir salário e jornada de trabalho. Associações defendem derrubada do veto

  • R7 Planalto | Plínio Aguiar, do R7

Setor prevê perda de empregos formais com veto

Setor prevê perda de empregos formais com veto

Getty Images

A ABT (Associação Brasileira de Telesserviços), que representa o setor de contact center, ou call centers, no País, afirmou nesta terça-feira (8) que recebeu com preocupação o veto feito pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido) à desoneração da folha.

A extensão do benefício às empresas foi vetada pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido) na MP (Medida Provisória) 936/2020, que permite reduzir jornada de trabalho e salário em decorrência da pandemia do novo coronavírus.

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“A estimativa é de que cerca de 300 mil trabalhadores deverão perder seus postos de trabalho até o fim de 2020. As associadas da ABT deverão perder um quarto de seus postos de trabalho caso a medida entre em vigor”, afirmou em nota.

Para a associação, a decisão ocorreu num momento em que as empresas de contact center já estão impactadas financeiramente pela pandemia do novo coronavírus com a redução de contratos e sucessivos investimentos para proteger os colaboradores e permitir a continuidade dos serviços prestados.

Entenda

A MP 936 foi editada em 1º de abril como uma das medidas de proteção à economia em função da pandemia do novo coronavírus. O texto autoriza as empresas a negociarem diretamente com os trabalhadores acordos suspensão dos contratos por até 60 dias e redução de jornada e salário, de até 90 dias, para evitar demissões.

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Na Câmara, o texto do Executivo foi modificado, e entre as alterações houve a extensão para dezembro de 2021 da desoneração da folha de salário aos setores intensivos em mão-de-obra. O benefício terminaria em dezembro deste ano, mas os deputados entenderam que, com a pandemia, não seria o momento de tirar os incentivos em 2020, com as empresas fragilizadas. O Senado aprovou essa alteração em 16 de junho.

O texto foi então à sanção presidencial e, após ouvir o apelo do ministro da Economia, Paulo Guedes, o presidente Jair Bolsonaro vetou alguns pontos na noite de segunda (6), incluido a extensão da desoneração da folha de pagamentos. Ainda não há data para a apreciação dos vetos em sessão do Senado. Enquanto isso, Congresso e governo estudam um acordo que mantenha a desoneração e evite a derrubada dos vetos pelo Congresso.

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