R7 Planalto Celso de Mello pede a Fux marcação de análise de recurso de Bolsonaro

Celso de Mello pede a Fux marcação de análise de recurso de Bolsonaro

Decano do Supremo recorreu ao presidente da Corte para que o julgamento do pedido do presidente, para depor por escrito, ocorra na quarta-feira (7)

  • R7 Planalto | Clebio Cavagnolle, da Record TV em Brasília

Celso de Mello vai se aposentar e deixar o Supremo

Celso de Mello vai se aposentar e deixar o Supremo

Foto: Nelson Jr./SCO/STF

O decano do STF (Supremo Tribunal Federal), ministro Celso de Mello, solicitou formalmente ao presidente da Corte, ministro Luiz Fux, a marcação do julgamento do recurso do presidente Jair Bolsonaro, para que o depoimento no caso da suposta interferência na PF (Polícia Federal) seja por escrito, para essa semana.

O pedido de Celso de Mello, registrado nesta segunda-feira (5) no sistema do Supremo, é que a análise do caso pelo plenário ocorra na quarta-feira (7). O decano participa da última sessão na Corte na quinta-feira (8).

Fux deverá atender ao pedido de Celso de Mello. Dessa forma, haverá tempo para voto do decano, já que como relator, ele é o primeiro a votar depois das manifestações de advogados, da AGU (Advocacia-Geral da União) e da PGR (Procuradoria-Geral da República). O voto de Celso deverá ser longo, conforme apurou a reportagem.

Histórico

Em meados de setembro, a AGU (Advocacia-Geral da União) enviou um pedido para que o ministro Celso de Mello, do STF (Supremo Tribunal Federal), permitisse que o presidente Jair Bolsonaro prestasse depoimento por escrito. 

Desde o início, Celso de Mello se posicionou pelo depoimento presencial de Bolsonaro. No plenário virtual, o colega de Corte Marco Aurélio Melo até votou pelo depoimento por escrito, porém, o próprio Celso de Mello determinou que o julgamento ocorresse por videoconferência com o posicionamento de todos os ministros.

A suposta interferência de Bolsonaro foi apontada pelo ex-ministro da Justiça Sergio Moro na reunião ministerial de 22 de abril, o que motivou o seu pedido de demissão. O inquérito foi aberto em maio como base acusações de Moro. Bolsonaro nega ingerência na PF.

A defesa de Moro, inclusive, se posicionou hoje a favor do depoimento presencial - e não por escrito, como quer Bolsonaro. 

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