R7 Planalto 'Chibatadas e multa seriam a solução', diz Camargo sobre pichadores

'Chibatadas e multa seriam a solução', diz Camargo sobre pichadores

Afirmação foi feita nas redes sociais pelo presidente da Fundação Palmares nesta terça-feira (9)

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Sérgio Camargo, presidente da Fundação Palmares

Sérgio Camargo, presidente da Fundação Palmares

Divulgação/Fundação Palmares

O presidente da Fundação Palmares, Sérgio Camargo, afirmou nesta terça-feira (9) que pichadores não são artistas e que a solução para eles seria "chibatadas e multa".

A afirmação foi feita por Camargo nas redes sociais.

"De acordo, minha amiga Ester Sanches. Chibatadas e multa, como em Singapura, seriam uma solução. Pichadores não são 'artistas', são vândalos e marginais. Agem incentivados pela esquerda, que tudo emporcalha e destrói", disse.

Acumulador de polêmicas

Camargo acumula polêmicas à frente da gestão da entidade. Ele está afastado de atividades ligadas à gestão de pessoas desde 11 de outubro, acusado de assédio moral, discriminação e perseguição ideológica contra os servidores da fundação. A decisão é do Tribunal Regional do Trabalho (TRT) da 10ª Região, em Brasília.

O TRT afirma que o comportamento de Sérgio Camargo promove “verdadeira afronta aos preceitos constitucionais, especialmente à competência para gestão de pessoas e às prerrogativas estatutárias” definidas no regimento interno da fundação.

Em uma das investigações contra Sérgio Camargo, o MPF (Ministério Público Federal) apura se ele praticou crime de racismo. Segundo a denúncia, o investigado fez, em reunião com auxiliares, declarações de cunho racista contra todos os praticantes de religião de matriz africana.

O órgão cita áudio divulgado pela imprensa em que Camargo teria declarado que não concederia benefícios a praticantes de religiões de matriz africana. "Não vai ter nada para terreiro na Palmares, enquanto eu estiver aqui dentro. Nada. Zero. Macumbeiro não vai ter nem um centavo […]." Além disso, em outro momento da reunião, ele teria se referido ao movimento negro como “escória maldita, que abriga vagabundos”.

O MPF no DF recebeu ainda ofício encaminhado pela PFDC (Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão) com solicitação de abertura de investigação contra Sérgio Camargo não só por racismo, mas também por improbidade administrativa.

Para Carlos Alberto Vilhena, procurador federal dos direitos do cidadão, a conduta de Sérgio Camargo – no áudio revelado pela imprensa – revela “possível desvio de poder”, por ele chamar o movimento negro de “escória maldita” e prometer exonerar servidores que divergirem do seu padrão ideológico.

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