CPI da Covid

R7 Planalto Comissão aprova convite para ministro explicar nota contra CPI

Comissão aprova convite para ministro explicar nota contra CPI

Requerimento, contra Braga Netto, foi aprovado nesta terça (13) pela Fiscalização e Controle da Câmara dos Deputados

Na imagem, ministro Braga Netto (Defesa)

Na imagem, ministro Braga Netto (Defesa)

Marcello Casal Jr. / Agência Brasil

A Comissão de Fiscalização e Controle da Câmara dos Deputados aprovou, nesta terça-feira (13), requerimento de convite para o ministro Walter Braga Netto (Defesa) explicar sobre a nota divulgada contra a CPI da Covid do Senado.

O requerimento, de autoria do deputado federal Elias Vaz (PSB-GO), foi subscrito por  Kim Kataguiri (DEM-SP), Léo de Brito (PT-AC), José Nelto (Podemos-GO), Padre João (PT-MG) e Hildo Rocha (MDB-MA). Durante a sessão, os membros fizeram acordo para que seja de convite. Caso o ministro não compareça no depoimento, previsto para o dia 17, o colegiado deve votar o documento de convocação, em que a presença é obrigatória.

“Não vamos aceitar intimidação ao trabalho parlamentar de fiscalização de agentes públicos. A lei é para todos, doa a quem quer. O papel das Forças Armadas e do Ministério da Defesa não é tentar esconder irregularidades e atacar quem investiga corrupção, mas sim identificar e responsabilizar quem comete crime”, afirma Vaz.

A nota, divulgada no último dia 7 pelo Ministério da Defesa, rebate a declaração feita pelo senador Omar Aziz (PSD-AM), presidente da CPI, sobre militares do “lado podre” que estivessem envolvidos em esquemas de corrupção.

"As Forças Armadas não aceitarão qualquer ataque leviano às Instituições que defendem a democracia e a liberdade do povo brasileiro", escreveram em nota o ministro Braga Netto e os comandantes do Exército, Marinha e Aeronáutica, o general Paulo Sérgio, tenente-brigadeiro Carlos Almeida Baptista Junior, e o almirante Almir Garnier Santos, respectivamente.

O posicionamento foi publicado horas depois de comentário de Aziz durante a sessão desta quarta-feira (7), onde o parlamentar citou militares que são integrantes do governo Bolsonaro, como o ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello, o ex-secretário executivo da pasta Elcio Franco.

"Olha, eu vou dizer uma coisa: as Forças Armadas, os bons das Forças Armadas devem estar muito envergonhados com algumas pessoas que hoje estão na mídia, porque fazia muito tempo, fazia muitos anos que o Brasil não via membros do lado podre das Forças Armadas envolvidos com falcatrua dentro do governo", disse Aziz.

Ele citou os presidentes da ditadura militar, João Figueiredo e Ernesto Geisel, como exemplo da integridade dos militares, dizendo que os dois morreram pobres. "E eu estava, naquele momento, do outro lado, contra eles. Uma coisa de que a gente não os acusava era de corrupção, mas, agora, Força Aérea Brasileira, Coronel Guerra, Coronel Elcio, General Pazuello e haja envolvimento de militares", completou.

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