Eleições 2018
R7 Planalto Compare os programas de Bolsonaro e Haddad 

Compare os programas de Bolsonaro e Haddad 

Em cinco pontos: Economia, Educação, Saúde, Segurança e Constituição

Compare os programas de Bolsonaro e Haddad em cinco pontos

Compare os programas de Bolsonaro e Haddad em cinco áreas

Compare os programas de Bolsonaro e Haddad em cinco áreas

Rodolfo Buhrer/Adriano Machado/Reuters

A menos de duas semanas do segundo turno, a Coluna selecionou pontos dos programas de governo registrados no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) dos dois candidatos que disputam a Presidência do Brasil: Fernando Haddad (PT)  e Jair Bolsonaro (PSL). Veja o que cada um deles pretende fazer, caso eleito, em relação a Economia, Constituição, Educação, Saúde e Segurança. 

1) Economia: teto de gastos e reforma da previdência 

Haddad promete revogar a EC 95, emenda constitucional que instituiu o teto de gastos para os próximos vinte anos. No programa, ele diz que a emenda restringe as políticas públicas capazes de gerar desenvolvimento. A revogação será feita por meio democrático, o que inclui a possibilidade da realização de plebiscito ou referendo, para que a população decida. Não fala em reforma da Previdência, mas fala na promoção da justiça previdenciária, combatendo "privilégios previdenciários incompatíveis com a realidade da classe trabalhadora brasileira e buscando a convergência entre os regimes próprios da União, dos Estados, do DF e dos Municípios com o regime geral".

Bolsonaro não fala, no plano de governo apresentado ao TSE, se irá manter ou revogar a EC 95. Mas como deputado, ele votou sim pela aprovação da emenda. No plano, o candidato defende melhorar a qualidade dos gastos do governo, enxugando estruturas e mudando métodos de gestão e fala da importância do equilíbrio fiscal. Defende a reforma da Previdência com a adoção do modelo de capitalização, que seria introduzido aos poucos. Pelo modelo, as contas são individualizadas. 

2) Constituição

Haddad fala em seu plano de governo da necessidade de se realizar uma nova Assembleia Constituinte para refundar e aprofundar a democracia no Brasil, quebrada após o "Golpe de 2016" que resultou no impeachment de Dilma Rousseff. Ao recuperar a soberania nacional e popular: "realizar as reformas democráticas e populares para assegurar a soberania, a distribuição de renda, riqueza e poder e a promoção dos direitos".

Bolsonaro diz em seu plano de governo que tudo será feito em obediência às leis e à Constituição, "lei máxima e soberana da nação brasileira". Ao citar a Constituição diz que será enfretado o Foro de São Paulo, que " que desde 1990 tem enfraquecido nossas instituições democráticas".

3) Educação

Haddad diz em seu plano, que a educação voltará a ter prioridade estratégica no projeto de nação, mas sem privilegiar nenhuma fase, e sim "da creche à pós graduação". Promete revogar a reforma do Ensino Médio feita durante o governo Temer e "normatizar o uso público dos recursos do Sistema S na oferta de ensino médio de qualidade e assumindo, em parceria com os Estados e o DF, a melhoria do ensino em escolas de regiões de alta vulnerabilidade. Além de ampliar o acesso e qualidade às creches".

Bolsonaro coloca em seu plano de governo que o foco inicial da educação será o ensino básico. Apresenta dados que mostram que hoje a maior parte do investimento está no ensino superior, e a menor na educação básica. Fala que essa pirâmide precisa ser invertida. Cita que a educação deve ser feita sem doutrinação e sem sexualização precoce. Promete ter em dois anos um colégio militar em cada capital de Estado.

4) Saúde

Haddad defende fotalecer o SUS para assegurar a "universalização do direito à saúde". Diz que irá manter e investir em programas como Mais Médicos, Saúde da Família, SAMU e Farmácia Popular. Promete criar uma rede de "Clínicas de Especialidades Médicas, em todas as regiões de saúde, que articularão a atenção básica com cuidados especializados para atender a demanda de consultas, exames e cirurgias de média complexidade".

Bolsonaro cita a importância da participação das Forças Armadas "no processo de atendimento da saúde e da educação da população, principalmente em áreas remotas do país". Coloca o prontuário eletrônico nacional interligado como o "pilar de uma saúde na base informatizada e perto de casa". Sobre o Mais Médicos dá a entender que irá acabar com o programa, possibilitando que os médicos que vieram de fora imigrem legalmente e passem a receber como os brasileiros desde que aprovados no Revalida. Promete ainda criar uma carreira de médico de Estado, para atendimento em áreas remotas e carentes do País. 

5) Segurança 

Haddad defende refazer as bases do Plano Nacional de Redução de Homicídios e aprimorar a política de controle de armas e munições,  reforçando o rastreamento, sem alterações no Estatudo do Desarmamento. Defende ainda o uso da inteligência "para retirar armas ilegais de circulação e represar o tráfico nacional e internacional". Fala da importância em se discutir a descriminalização de drogas e a regulação do comércio como acontece em alguns países. É contrário ao encarceramento em massa e promete combatê-lo. 

Bolsonaro coloca a Segurança, ao lado de Saúde e Educação como sua prioridade e fala em tolerância zero com o crime, a corrupção e os privilégios. Defende o uso de armas pela população. Seu plano de governo traz dados que indicam que nos países onde a população tem mais armas há menos homicídios, e que em países onde há menos armas com a população há mais homicídios. Defende os encarceramentos, trazendo dados que indicam que os Estados do Brasil com maior encarceramento têm menores índices de homicídio.