R7 Planalto Congressistas repercutem prisão de Fabrício Queiroz

Congressistas repercutem prisão de Fabrício Queiroz

Queiroz, ex-assessor do senador Flavio Bolsonaro, foi detido nesta quinta-feira (18) em Atibaia, no interior de São Paulo, pela Polícia Civil

  • R7 Planalto | Mariana Londres e Plínio Aguiar, do R7

Fabrício Queiroz é preso nesta quinta-feira (18)

Fabrício Queiroz é preso nesta quinta-feira (18)

Sebastião Moreira/EFE - 18.06.2020

Parlamentares repercutiram nesta quinta-feira (18) a prisão de Fabrício Queiroz, ex-assessor do senador Flavio Bolsonaro.

Queiroz foi preso no imóvel do advogado Frederick Wassef, defesa do senador Flávio. A ação foi realizada pela Polícia Civil e Ministérios Público de São Paulo e do Rio de Janeiro. Os mandados foram expedidos pela Justiça do Rio de Janeiro em investigação que apura esquema de ‘rachadinha’ no gabinete do parlamentar na Alerj (Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro).

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A notícia da prisão de Queiroz causou repercussão entre congressistas. Wolney Queiroz, líder do PDT na Câmara dos Deputados, afirmou que “finalmente encontramos a resposta para a pergunta cadê o Queiroz”.

Líder do PSB na Câmara, deputado federal Alessandro Molon disse ao R7 Planalto que a prisão de Queiroz é uma oportunidade de esclarecimento de fatos e suspeitas que envolvem a família do presidente. 

"Queiroz é peça fundamental no quebra-cabeça sobre os crimes da família Bolsonaro. Sua prisão apresenta a oportunidade de se esclarecer fatos e comprovar uma série de suspeitas, como o enriquecimento ilícito de Flávio e os depósitos na conta da primeira-dama. Mais uma preocupação para o presidente na Justiça e no Congresso."

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Ex-aliada de Bolsonaro, a deputada federal Joice Hasselmann (PSL-SP) disse que a Polícia Civil pediu o acompanhamento de representantes da OAB na operação que prendeu Queiroz. “A casa de Wassef poderia funcionar também como escritório de advocacia”, escreveu.

O deputado federal Marcelo Freixo (PSOL-RJ) afirmou que Queiroz possui ligações com a milícia do Rio de Janeiro. “Foi Queiroz quem apresentou Adriano da Nóbrega, matador profissional e membro do escritório do crime, ao clã”, escreveu.

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O senador Flavio Bolsonaro afirmou que encara com tranquilidade os acontecimentos de hoje. “A verdade prevalecerá. Mais uma peça foi movimentada no tabuleiro para atacar Bolsonaro”, disse.

O senador Fabiano Contarato (Rede-ES) disse que Queiroz estava escondido na casa do advogado da família do presidente há mais de um ano e o senador diz que não sabia do seu paradeiro. “Com certeza não dá pra acreditar nessa lorota: o cinismo dessa gente não tem limites”, afirmou.

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O deputado federal José Nelto (Podemos-GO) avaliou a prisão como “episódio indispensável” para esclarecer o suposto esquema de rachadinha na Alerj. “A continuidade das investigações tem o apoio de todos que defendem o combate à corrupção”, disse.

A líder do PSOL da Câmara, deputada Fernanda Melchionna, diz que espera que a prisão “signifique o desbaratamento e a investigação severa dos vários crimes”. “O povo agora está vendo que toda a promessa de combate à corrupção que Bolsonaro e seus filhos fizeram durante a campanha eram mentiras e que na verdade eles estão envolvidos até o pescoço em transações suspeitas. Esperamos que a verdade venha à tona", acrescentou.

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O deputado federal Kim Kataguiri (DEM-SP) classificou o episódio como “grande dia”.

“Não vai ser rápido ou fácil, mas vamos seguir lutando pelo fim da impunidade”, disse o senador Alessandro Vieira (Cidadania-SE).

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