CPI da Covid

R7 Planalto CPI: alguns depoentes passarão para condição de investigados

CPI: alguns depoentes passarão para condição de investigados

Declaração foi feita nesta sexta (11) pelo relator, senador Renan Calheiros (MDB-AL). Nomes, contudo, não foram anunciados

  • R7 Planalto | Plínio Aguiar, do R7

Na imagem, senador Renan Calheiros (MDB-AL)

Na imagem, senador Renan Calheiros (MDB-AL)

Adriano Machado/Reuters - 09.06.2021

O relator da CPI da Covid, senador Renan Calheiros (MDB-AL), anunciou nesta sexta-feira (11) que algumas autoridades, que prestaram depoimento no colegiado na condição de testemunhas, passarão para a posição de investigados.

"A partir de agora, nós vamos com relação a algumas pessoas, que por aqui já passaram, tirá-las da condição de testemunha e colocá-las definitivamente na condição de investigados, para, com isso, demonstrar a fase seguinte do aprofundamento da nossa investigação", afirmou Calheiros.

O senador, contudo, não disse quais autoridades passarão para a condição de investigados.

Nesta sexta-feira (11), a CPI ouve Claudio Maierovitch, médico sanitarista, pesquisador da Fiocruz e ex-presidente da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), e Natalia Pasternak, microbiologista e pesquisadora da USP (Universidade de São Paulo).

Negacionismo

Em depoimento à CPI da Covid, Pasternak afirmou nesta sexta-feira (11) que diversos estudos já comprovaram que a cloroquina não tem eficácia contra a covid-19 e que o negacionismo feito pelo governo federal em relação à pandemia mata.

"Tudo o que está nesse gráfico já era mais do que suficiente para enterrar a cloroquina de vez e a gente poder mover a discussão para coisas mais relevantes. Isso foi no ano passado. Nós estamos pelo menos seis meses atrasados em relação ao resto do mundo, que já descartou a cloroquina e, aqui no Brasil, a gente continua discutindo isso", afirmou Pasternak.

"Isso é negacionismo, senhores. Isso não é falta de informação. Negar a ciência e usar esse negacionismo em políticas públicas não é falta de informação, é uma mentira e, no caso triste do Brasil, é uma mentira orquestrada, orquestrada pelo Governo Federal e pelo Ministério da Saúde. E essa mentira mata, porque ele leva pessoas a comportamentos irracionais, que não são baseados em ciência", completou.

A pesquisadora da USP informou também que o exemplo não é apenas para a cloroquina. "Isso serve para o uso de máscaras, isso serve para o distanciamento social, isso serve para a compra de vacinas que não foi feita em tempo para proteger a nossa população. Esse negacionismo da ciência perpetuado pelo próprio governo mata", disse.

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