R7 Planalto CPI das Fake News em SP tem relatório final inconclusivo

CPI das Fake News em SP tem relatório final inconclusivo

Texto foi produzido não pelo relator, deputado estadual sargento Neri (Avante), mas sim pelos colegas Paulo Fiorilo (PT) e Monica Seixas (PSOL)

  • R7 Planalto | Plínio Aguiar, do R7

Na imagem, Assembleia Legislativa de São Paulo

Na imagem, Assembleia Legislativa de São Paulo

Agência Brasil

Os trabalhos da CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) das Fake News na Alesp (Assembleia Legislativa de São Paulo) foram encerrados nesta quinta-feira (3) e o relatório final é “inconclusivo”.

“Pode ser declarada inconclusiva quanto ao seu objetivo principal de investigar e denunciar quem foram os responsáveis pela produção, disseminação e financiamento das fake news nas eleições de 2018”, diz o documento, obtido pelo R7 Planalto.

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O relatório foi produzido não pelo relator, deputado estadual sargento Neri (Avante), mas sim pelos colegas Paulo Fiorilo (PT) e Monica Seixas, da Mandata Ativista (PSOL), isso porque o relatório feito por Neri foi rejeitado na comissão.

“A ausência de fatos, matéria-prima da informação de qualidade, arrefeceu o interesse da imprensa e da sociedade em geral. De certo, do nosso ponto de vista, não pela falta de indícios claros de materialidade de Fake News nas eleições de 2018 e de suas ramificações ao longo destes dois anos, inclusive com indícios de utilização de equipamentos públicos, em horário de expediente”, afirma.

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“No entanto, a constatação de cumprimento de apenas 27 dos 70 requerimentos aprovados pela CPI, concentrados nas fases de contextualização do tema e arguição de representantes das redes sociais em que as Fake News costumam ser veiculadas desmotivou a cobertura da mídia sobre os trabalhos desta CPI”, acrescenta.

Em outro trecho do documento, em relação as redes sociais, os parlamentares avaliam como insuficientes os mecanismos hoje empregados pelas plataformas contra a disseminação de notícias falsas, “sendo o ponto principal dessa fragilidade a ausência de controle sobre o conteúdo difundido”.

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