CPI da Covid

R7 Planalto CPI: ministério trocou 15 e-mails para Covaxin e 84 para Pfizer 

CPI: ministério trocou 15 e-mails para Covaxin e 84 para Pfizer 

Comissão quer saber porque negociação sobre vacina com Precisa Medicamentos foi feita de forma mais acelerada que o comum

Na imagem, diretora da Precisa Emanuela Batista

Na imagem, diretora da Precisa Emanuela Batista

Marcos Oliveira/Agência Senado - 13.07.2021

A CPI da Covid no Senado Federal descobriu que o Ministério da Saúde trocou 15 e-mails ou telefonemas e levou 47 dias para a celebração do contrato da Covaxin, que teve a Precisa Medicamentos como empresa intermediária. Para nível de comparação, a pasta trocou 84 e-mails e levou 330 dias para fechar o acordo com a Pfizer.

Durante o recesso parlamentar, os técnicos da comissão aproveitaram para analisar documentos que tratam da vacina indiana. A CPI decidiu que ouvirá Francisco Maximiano, dono da Precisa, na quarta-feira da semana que vem.

Até o momento, a comissão descobriu pelo menos 20 irregularidades com o contrato assinado entre a Precisa e o ministério. Entre eles, além do superfaturamento nas doses da vacina, o fato de a Covaxin ser o único imunizante que tinha um atravessador.

No entanto, chama a atenção que nem a Precisa, nem Maximiano tem registro na Associação Brasileira de Clínicas de Vacinas. Além do empresário, a CPI também quer ouvir o advogado da empresa, Tulio Silveira, na quinta-feira da semana que vem.

Os senadores querem entender como um contrato de R$ 1,6 bilhão foi assinado apenas 47 dias após o primeiro contato com a Saúde. A Precisa também vai ter que explicar como uma empresa com capital de giro de R$ 500 mil conseguiria fechar um acordo bilionário.

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