CPI da Covid

R7 Planalto CPI: senador quer ouvir Carlos Bolsonaro e Filipe Martins

CPI: senador quer ouvir Carlos Bolsonaro e Filipe Martins

Vereador e assessor especial da Presidência da República participaram de reunião com a Pfizer sobre aquisição de vacina 

  • R7 Planalto | Plínio Aguiar e Mariana Londres, de Brasília

Na imagem, vereador Carlos Bolsonaro

Na imagem, vereador Carlos Bolsonaro

Câmara dos Vereadores do Rio de Janeiro/ Divulgação

O senador Alessandro Vieira (Cidadania-SE) protocolou requerimento de convocação do vereador Carlos Bolsonaro (Republicanos-RJ) e do assessor especial da Presidência da República, Filipe Martins, para prestar esclarecimentos à CPI da covid-19.

A medida é uma resposta ao depoimento prestado nesta quinta-feira (13) pelo gerente-geral da Pfizer na América Latina, Carlos Murillo. De acordo com o CEO da farmacêutica, o vereador e o assessor participaram de reuniões sobre aquisição de vacinas.

"É necessária a oitiva de Carlos Bolsonaro e Filipe Martins para que esclareçam a efetiva participação na reunião, confirmem a presença dos demais e forneçam todos os detalhes necessários para aclarar os termos do depoimento de Carlos Murillo, bem como esclareçam se participaram de outras reuniões referentes ao combate à pandemia”, diz o senador.

Vieira é senador independente e um dos suplentes da comissão, que tem maioria oposicionista ou independente -7 titulares- e minoria governista, 4 titulares. 

Na quinta-feira (13), em depoimento à CPI, Carlos Murillo deu números à comissão e falou sobre a participação de Bolsonaro e Martins em reunião.

"Após aproximadamente uma hora de reunião, Fábio recebe uma ligação, sai da sala e retorna para a reunião. Minutos depois, entram na sala de reunião Filipe Garcia Martins, assessor internacional da Presidência da República, e Carlos Bolsonaro. Fábio explicou a Filipe Garcia Martins e a Carlos Bolsonaro os esclarecimentos prestados pela Pfizer até então na reunião", disse Murillo.

Além da reunião, Murillo disse que foram frustradas as conversas com o governo brasileiro, iniciadas em maio a pedido do laboratório. Em agosto, a Pfizer fez seis propostas, nos dias 14, 18 e 26, com previsão de início de chegadas de vacina já em dezembro. Nenhuma foi aceita. 

Murillo explicou à CPI que a intenção de sua empresa era usar o Brasil como vitrine da vacinação na América Latina ainda em 2020.

Diante da falta de ação, as primeiras vacinas da Pfizer só foram chegar ao país no final de abril de 2021.

Na melhor das propostas, de 26 de agosto, a companhia se comprometia a entregar 70 milhões de doses de seu imunizante, 1,5 milhão em dezembro, 3 milhões no primeiro semestre de 2021 e 14 milhões no segundo semestre.

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