CPI da Covid

R7 Planalto CPI votará quebra de sigilo de empresas pós-recesso, diz Aziz

CPI votará quebra de sigilo de empresas pós-recesso, diz Aziz

Reverendo Amilton Gomes de Paula deve ser o primeiro depoente. A primeira sessão está marcada para o dia 3 de agosto

  • R7 Planalto | Renata Varandas, da Record TV, com Plínio Aguiar, do R7

Na imagem, senador Omar Aziz (PSD-AM)

Na imagem, senador Omar Aziz (PSD-AM)

Pedro França/Agência Senado - 15.07.2021

O presidente da CPI da Covid, senador Omar Aziz (PSD-AM), afirmou nesta terça-feira (20) que o colegiado votará, quando retornar do recesso, em agosto, a quebra dos sigilos bancário, fiscal e telemático de diversas empresas.

A afirmação foi feita por Aziz em vídeo divulgado após reunião, feita durante a manhã, entre senadores e a equipe técnica que presta apoio à CPI.

“Colhemos muitas informações. Nesses três meses, ouvimos 33 pessoas. Dali foram citados outros nomes e empresas, das quais algumas nós iremos quebra os sigilos bancário, fiscais, telemático, logo no início dos trabalhos”, afirmou.

Nas próximas duas semanas de recesso, núcleos criados pela diretoria da CPI investigarão as diferentes frentes discutidas ao longo de três meses de trabalho. Inicialmente, os senadores investigavam possíveis erros e a existência de um gabinete paralelo, que teria estimulado a adoção de remédios ineficazes, como a cloroquina, e atrasado a busca por vacinas. Agora, a apuração se dá principalmente em relação a possível corrupção envolvendo negociações com empresas intermediárias.

“E aquelas outras que nós já temos informações dentro da CPI estamos nos aprofundando. Então a palavra de ordem de hoje é se aprofundar nas investigações, fazer as ligações entre empresas, pessoas e servidores, para que a gente não cometa injustiça, não saia falando uma coisa que depois a gente não consiga provar”, completou Aziz.

Depoimento

O reverendo Amilton Gomes de Paula deve ser o primeiro depoente da CPI da Covid após o recesso - a primeira sessão está marcada para o dia 3 de agosto. O depoimento estava marcado para a última quarta-feira (14), mas ele apresentou um atestado com afastamento de dez dias, entre 9 a 19 de junho, que foi confirmado após uma perícia feita pela Junta Médica do Senado.

O reverendo é presidente da Secretaria Nacional de Assuntos Humanitários (Senah) e suspeito de negociar a contratação de 400 milhões de doses da vacina contra a covid-19 da AstraZeneca em nome do governo brasileiro com o aval do ex-diretor do Departamento de Imunização do Ministério da Saúde, Laurício Monteiro Cruz.

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