R7 Planalto Crise hídrica: deputados perguntam se faltará gás para térmicas

Crise hídrica: deputados perguntam se faltará gás para térmicas

Parlamentares ouvem presidente da Petrobras Joaquim Silva e Luna sobre alta dos preços do gás, energia e combustível

  • R7 Planalto | Mariana Londres, de Brasília

Crise hídrica: deputados querem saber se pode faltar gás para térmicas

Crise hídrica: deputados querem saber se pode faltar gás para térmicas

Cleia Viana/Câmara dos Deputados

Os deputados que participam da Comissão Geral da Câmara sobre os preços de gás e gasolina com a Petrobras questionaram o presidente da empresa, Joaquim de Silva e Luna, sobre o fornecimento de gás para as usinas de energia termelétricas.

As térmicas estão sendo acionadas com a redução da produção hidrelétrica decorrente da crise hídrica. Sem gás, fornecido pela Petrobras, as térmicas são acionadas a diesel, mais caro e poluente, com impacto no preço da conta para os usuários, já elevadas. A energia termelétrica é mais cara do que a hidrelétrica, mesmo a gás. 

"Como as térmicas estão paradas pela falta de fornecimento de gás? Estão sendo priorizadas térmicas mais caras?", questionou o deputado Danilo Forte (PSDB-CE).

O presidente Silva e Luna respondeu e este e outros questionamentos, como das dificuldades de operação das térmicas em Cuiabá e no Ceará, explicando o que está sendo feito para suprir a oferta de gás às termelétricas. Ele frisou que a Petrobrás irá honrar todos os seus contratos e ressaltou: "temos uma crise hídrica, não temos uma crise dentro da Petrobras". 

"Estamos comprometidos com a crise, passamos de 2 para 8 giga nossa capacidade de entrega de gás e apliamos o número de navios. Temos uma crise hídrica que se arrasta há algum tempo e deve perdurar até novembro". 

Sobre questões específicas da termelétricas ele respondeu: 

"A TermoCuiabá tem que comprar gás da Bolívia, a Petrobras não tem conexão e não participa dessa negociação. A TermoCeará está funcionando a diesel. O navio gaseificado do Ceará foi para a Bahia para aumentar fornecimento de gás do Brasil já que sistema é integrado exceto Roraima. A TermoCeará está operando com diesel da Petrobras. Temos que trabalhar juntos para reduzir o custo-Brasil. Temos contratos com a térmica de Linhares até 2025 e iremos cumprir todos esses contratos", disse.

O presidente da Comissão de Minas e Energia da Câmara, Edio Lopes (PL-RR), falou da preocupação com um eventual colapso do sistema elétrico:

"Há previsão de reservatórios chegarem a 10% da capacidade no final do ano, o que levaria ao colapso do sistema hidrelétrico. E há o problema no fornecimento de gás para termelétricas. Recebemos as informações de que 50% do Mato Grosso estaria sem fornecimento de gás, incluindo a TermoCuiabá. A Bolívia estaria fornecendo todo o gás contratado para o Brasil. A TermoRio, estaria gerando de 1/3 da capacidade por falta de manutenção e a TermoCeará estaria 100% inoperante pois o navio gaseificador que abastece teria sido retirado da costa. Estaríamos caminhando a passos largos a crise sem precendentes que nos traria assombrações". 

Os deputados também questionam sobre a política de preços da Petrobras. 

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